Morte de jovem negro em Mineápolis gera protestos e confronto com a polícia

Manifestantes entraram em confronto com a polícia de Mineápolis, após morte de jovem negro

 

Daunte Wright, de apenas 20 anos, acabou sendo morto durante abordagem por infração de trânsito nos arredores de Mineápolis, a poucos quilômetros de onde George Floyd foi asfixiado durante ação policial. Manifestantes voltaram às ruas para protestar – desrespeitaram o toque de recolher e entraram em confronto com a polícia

 

Da Redação

O clima continua tenso nos arredores de Mineápolis, com manifestantes nas ruas em protesto ao assassinado do jovem negro, Daunte Wright, de 20 anos, durante abordagem por infração de trânsito, a poucos quilômetros de onde George Floyd foi asfixiado durante ação policial. Kimberly Potter, a policial que atirou, está há 26 anos na polícia e foi suspensa.

 

Manifestantes rompem com o toque de recolher – Familiares do rapaz assassinado não concordam com a versão de que o tiro foi acidental, e manifestantes voltaram às ruas para protestar –  desrespeitaram o toque de recolher e entraram em confronto com a polícia.

Além de incêndios em veículos, um grupo invadiu lojas em um shopping center regional, provocando transtornos. Alguns estabelecimentos foram saqueados, segundo relatos da polícia e da imprensa local. Os protestos começaram no domingo, e seguem nos arredores de Mineápolis – manifestantes atiraram pedras, sacos de lixo e garrafas contra os policiais, que reagiram com balas de borracha e gás lacrimogêneo. Ao menos duas pessoas ficaram feridas.

Em meio ao movimento, “Vidas negras importam”, o prefeito de Brooklyn Center, Mike Elliott, classificou a morte do jovem negro por um policial de trágica e pediu que ambos os lados permanecessem pacíficos. “Pedimos que os manifestantes continuem sendo pacíficos e que manifestantes pacíficos não sejam enfrentados com violência”, escreveu no Twitter.

Segundo a versão da polícia, o rapaz, Daunte, foi parado devido a uma infração de trânsito, e descobriram que ele tinha um mandado de prisão em aberto. Quando a polícia tentou prendê-lo, ele retornou para o carro. A policial Kimberly Potter atirou e o suspeito dirigiu vários quarteirões antes de atingir outro veículo e morrer no local.

A “União Americana pelas Liberdades Civis”, organização não governamental cuja missão é defender direitos individuais nos EUA, disse o caso deve ser investigado e exigiu a liberação imediata de todos os vídeos do incidente.