“Meu Pai”, com 6 indicações ao Oscar, retrata o drama do Alzheimer, e a genialidade de Hopkins

A interpretação notável de Anthony Hopkins em “The Father”, com 6 indicações ao Oscar 2021

 

Os caminhos obscuros da demência, de quem sofre de Alzheimer, é o tema do filme “Meu Pai”(The Father), com Anthony Hopkins, que recebeu seis indicações ao Oscar 2021 – incluindo Melhor Ator e Melhor Filme. No “Dia Mundial da Arte”, uma referência ao longa favorito à estatueta mais cobiçada do cinema

 

Da Redação

No “Dia Mundial da Arte” – comemorado nesta quinta-feira, 15 de abril –, a referência ao filme “Meu Pai”(The Father), estrelado pelo notável  Anthony Hopkins, que recebeu seis indicações ao Oscar 2021 – incluindo Melhor Ator e Melhor Filme –,abordando a demência, provocada pelo Alzheimer. Quem viu o longa se emocionou, e ovaciona Hopkins que, aos 83 anos, mantém a soberania de interpretar personagens polêmicos, em situações que leva o público a caminhos sombrios. Em contrapartida, a também premiada atriz  Olivia Colman – que a faz a filha de Hopkins no filme –, é soberba, indicada ao Oscar de “Atriz Coadjuvante. Uma dupla que recebeu menção honrosa da crítica especializada.

Escrito e dirigido por Florian Zeller, o filme foca o drama em família, com a doença do pai (Hopkins), em momento delicado, mediante ao avanço da demência, colocando em xeque o amor, a tolerância – expressando fatos da vida real. Como lidar com a impulsividade de quem perde referências da realidade, mergulhando em fatos obscuros do passado? “Eu quero que as pessoas abram o coração para se identificar com essa emoção puramente humana”, diz Zeller.

Para Anthony Hopkins, quando entrevistado, interpretar um personagem que tem a mesma idade da vida real, buscar elementos para compor um ser focado em emoções do passado, e que aos poucos perde a referência do presente, “é um grande desafio”. “Vivenciar o drama de quem tenta não se perder na memória, se apegando à família, é algo assustador. Um homem preso em um apartamento, relegado ao imprevisível, denota a melancolia do personagem. E quando nos deparamos com uma realidade assim, é muito questionável. O sofrimento de familiares que tentam resgatar situações irreversíveis de pacientes com Alzheimer fica evidente nesse filme”, afirma o ator.

A atriz Olivia Colman confessou que contracenar com Hopkins, “foi lindo, sofrido e emocionante. Estava diante de um ator brilhante, que mergulhou na realidade de um homem solitário, o meu pai no filme, disposto a não se entregar à demência. Estar em cena com Hopkins é um presente dos deuses da arte”, fala com emoção.

Lembrando que o texto “Meu Pai” foi criado primeiramente como uma peça em 2012, com montagens premiadas na França, Londres e Nova York. Uma versão francesa do filme foi produzida em 2015. E para a noite de premiação do Oscar 2021, a grande expectativa da equipe do longa em ganhar as seis estatuetas indicadas.