Morte de Colin Powell, por Covid, abre discussão sobre vacinação nos EUA

Colin Powell, ex-secretário de Estado dos EUA no governo de George H.W. Bush, vítima da Covid

 

A morte de Colin Powell, ex-secretário de Estado dos EUA no governo de George H.W. Bush, vítima da Covid-19, intensifica discussão no país da necessidade de vacinação contra o vírus. Colin morreu nesta segunda, na cidade de Bethesda, no estado de Maryland, próximo de Washington DC

 

Da Redação

Morte do general Colin Powell, aos 84 anos, nesta segunda, vítima da Covid-19, intensifica discussão no país sobre a necessidade de vacinação contra o vírus – embora haja resistência por parte da população americana. O ex-secretário de Estado dos EUA no governo de George H.W. Bush, tinha mieloma múltiplo, um tipo de câncer que atinge os glóbulos brancos, segundo informações dos médicos do Centro Médico Walter Reed. A família não divulgou qual foi à complicação da Covid e nem quando ele havia se vacinado, ou se havia recebido uma dose de reforço.

Em comunicado, a família do ex-secretário externou agradecimentos à equipe médica que cuidou de Colin Powell durante o tratamento: “Queremos agradecer a todos no Centro Médico Walter Reed pelo tratamento. Perdemos um grande marido, pai, avô e um grande americano”, diz o texto. Ele morreu na cidade de Bethesda, no estado de Maryland, perto de Washington DC.

Com uma carreira brilhante, Powell foi o primeiro negro a ocupar cargos importantes no governo dos EUA: conselheiro de Segurança Nacional na Administração de Ronald Reagan, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas de George H.W. Bush e secretário de Estado de George W. Bush. Ele se aposentou do Exército como general de quatro estrelas.

Powell serviu como principal oficial militar e diplomata dos EUA em governos de presidentes do Partido Republicano. No entanto, ele anunciou que votou em Joe Biden nas últimas eleições.

 

Invasão do Iraque

Importante lembrar na Guerra do Iraque, Powell era inicialmente contrário à invasão, mas em fevereiro de 2003 ele mudou de ideia. Em um discurso nas Nações Unidas, afirmou que os serviços de inteligência dos EUA tinham encontrado evidências de que o regime iraquiano tinha armas de destruição em massa, e que era preciso acabar com isso.

Seu posicionamento foi fundamental para que os EUA invadissem o Iraque, pois tinha trânsito político entre republicanos e democratas. No entanto, o Iraque nunca teve armas de destruição em massa, e as informações que Powell apresentou no discurso na ONU eram falsas, apontam relatos.