Cidade de Weston atrai milhares de imigrantes venezuelanos nos EUA

Cidade de Weston atrai milhares de imigrantes venezuelanos nos EUA

Weston é um município americano com 65 mil habitantes, perto de Miami. Chamada de “Westonzuela”, 10% de sua população tem origem venezuelana.

c93f2ba440222a846636c28ab4ee90a4ac91e4eeVenezuelanos cansados da crise no próprio país buscam uma vida melhor nos Estados Unidos. A cidade de Weston, na Flórida, recebeu tantos imigrantes que já é conhecida como “Westonzuela”.

Weston é uma cidade de 65 mil habitantes que fica pertinho de Miami. Tranquila, é considerada uma das cidades mais seguras para se viver no estado da Flórida. Tem muito verde, muitos lagos e muitos, mas muitos venezuelanos. Restaurantes, supermercados, jornais – tudo com a identidade do país governado por Nicolás Maduro. Cerca de 10% da população de Weston são de imigrantes venezuelanos. A cidade até assumiu oficialmente o apelido de “Westonzuela”.

Agora, com a crise na Venezuela, as manifestações são cada vez mais comuns no local. “SOS Venezuela” é a mensagem que está espalhada por todos os cantos. Corre pela cidade pintada nos carros, nas vitrines e na internet. Venezuelanos que moram na Flórida gravaram um vídeo falando sobre o que está acontecendo no país deles.

Oscar diz que o objetivo é ser um amplificador de notícias. Segundo ele, já que os meios de comunicação da Venezuela são controlados pelo governo, todos os venezuelanos que estão fora de lá precisam fazer algo para que o mundo saiba o que estão passando.

Ivete também mora em Weston. O pai dela continua na Venezuela. Ela diz que é triste pensar nas pessoas que estão em seu país, com medo da violência e dos sequestros. Para ela, a vida não tem mais valor lá e é agradecida por estar nos EUA e ter o filho ao lado dela.

Ornella é dona de uma empresa que trabalha com envio de produtos dos Estados Unidos para a Venezuela. Ela se mudou há apenas quatro meses para Weston. Ela diz que o movimento tem aumentado nos últimos dias. As pessoas enviam de tudo: desde comida até parafusos ou guardanapo. “O guardanapo está substituindo o papel higiênico, em falta na Venezuela”, ela conta.

Adrian é jornalista. Está há um ano em Weston. Ele diz que, profissionalmente, gostaria muito de estar na Venezuela, participando da cobertura dos protestos. Ele e Maki têm dois filhos. Os dois se mudaram por medo da violência. Ela se emociona ao falar que gostaria que seus filhos crescessem na Venezuela.“Gostaria que ele tivesse a infância que eu tive. Apesar do número de venezuelanos que moram aqui em Weston, os Estados Unidos não são meu país. Isso é muito triste”, lamenta Maki.

Weston, ou “Westonzuela”, hoje tem as cores da Venezuela e a esperança de muitos venezuelanos de que, um dia, possam voltar tranquilos para casa.

Fonte: g1.globo.com