Corpo de brasileira que sumiu ao entrar nos EUA pode ter sido achado

Corpo de brasileira que sumiu ao entrar nos EUA pode ter sido achado

Cadáver passa por exame para confirmar identidade, diz Itamaraty. Najla da Cunha Salem desapareceu quando cruzava fronteira ilegalmente.

Nájila da Cunha Salem
Najla da Cunha Salem

O corpo da professora de inglês Najla da Cunha Salem, de 42 anos, pode ser sido encontrado no deserto do Texas, nos Estados Unidos. A informação é do Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Itamaraty, que disse que o cadáver passa por exame para confirmação da identidade.

“O Consulado do Brasil em Houston foi informado da possível localização dos restos mortais da brasileira e está em contato com as autoridades norte-americanas que estão realizando os exames necessários para confirmar essa identificação”, diz nota divulgada pela assessoria do Itamaraty. “Não há indicação de prazo para a conclusão dos exames”.

Najla desapareceu no início de fevereiro, ao cruzar de forma ilegal a fronteira entre México e Estados Unidos. Segundo parentes, ela pagou U$ 20 mil dólares para fazer a travessia pelo deserto do Texas. Moradora de Volta Redonda, mas natural de Barra Mansa, cidades do Sul do Rio de Janeiro, a professora tinha como objetivo chegar a Nova York, onde estavam o namorado e o filho adolescente, que tem dupla nacionalidade.

Em fevereiro, a família já desconfiava que Najla havia morrido. Segundo a produção do RJTV, parentes “não têm mais dúvidas” de que o corpo encontrado no deserto seja o de Najla, porque roupas e documentos que estavam junto ao cadáver eram da professora – que havia sido deportada dos Estados Unidos há dez anos. Familiares contaram à equipe do telejornal que receberam a informação que a professora morreu de fome e cansaço.

Ainda de acordo com a produção do RJTV, o governo americano requisita provas, como um raio-X da arcada dentária, para liberação do corpo. A família não decidiu se, uma vez confirmada a identidade da vítima, vai fazer o translado do cadáver para o Brasil ou se o enterro será em solo americano.

Fonte: g1.globo.com