As eleições já acabaram e agora?

As eleições já acabaram e agora?

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NOV/2016 – pág. 36

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Acabaram as propagandas e os votos. Chegaram as contagens: ganhou Donald Trump e perdeu Hillary Clinton. O país e o mundo ficaram chocados e preocupados e, infelizmente, continuaram divididos pelas diferenças de valores e objetivos. Mesmo para aqueles que votaram no Sr. Trump, existe discórdia, pois a preferência pública não estava a favor dele.

Fala-se agora em trauma pós-eleitoral: sentimentos de tristeza, desilusão, desespero, raiva ou medo. Alguns protestam, outros desistem, outros se conformam e, claro, outros se regozijam. Para já, ainda há muitos sentimentos e confusões, mas, com o tempo, haverá menos. Mais tarde, à medida que o novo regime vá mudando e ajustando-se, haverá aqueles que se queixarão novamente e outros que se sentirão aliviados.

Isso é natural. Nem todos pensam igualmente, nem todos precisam das mesmas soluções para o processo. Independentemente dos resultados eleitorais, este novo capítulo é um alívio para todos aqueles cansados das mesmas “politiquices”. Agora, temos de nos cuidar a nossa maneira (uns preferem falar sobre o tema, outros não querem nem ouvir falar em política, uns choram enquanto outros gritam).

Busque quem esteja no seu ritmo e partilhe, ponha alguns limites nas conversas, nos meios da mass media, medite, leia, explore. Não se isole, envolva-se nos seus variados e diferentes interesses e causas. Descanse. Durma. Exercite-se e tenha atividades de lazer (muitas vezes, não percebemos o impacto negativo das coisas que estão à nossa volta, mas o nosso corpo não mente: ouça-o e respeite-o!). As eleições acabaram, mas nós não podemos deixar nos acabar! Continue a ser aberto e a ouvir com curiosidade. Participe da sua comunidade, faça voluntariado; contribua mais na sua própria casa e família!

Se imigrou de outro país, o mais provável é estar acostumado a controvérsias, políticas e mudanças e, como tal, ser tolerante a diferenças (eu me lembro de que, em Portugal, pouco depois da Revolução de 25 de abril de 1974, chegamos a ter 13 partidos em quem podíamos votar!). Como república democrática, os Estados Unidos oferecem-nos a oportunidade de aceitar os resultados votados e dar uma chance ao novo regime que, uma vez oficial, fará bastantes mudanças. Quem não gostar, organize-se e faça esforços para que, quando chegar a vez de eleger um novo governo daqui a quatro ou oito anos, tudo ou algumas coisas possam mudar outra vez, assim o ciclo se renova ou se repete.

Espero que consigamos mostrar ao mundo que, apesar das divisões e opiniões radicalmente diferentes, sabemos coexistir respeitosamente e trabalhar para um bem comum. Há sempre oportunidades de reinvenção e de ajudas próprias e mútuas. Não se esqueçam de vocês mesmos e daqueles que precisam de vocês. Eu estou aqui para apoiá-los!

Telefone ou envie um e-mail se precisar de meu apoio (inclusive sobre o grupo de apoio para todos os recém-chegados imigrantes que se sentem desesperados). Para mais dicas e recomendações, permitam-me recomendar os meus dois e-books e vídeo, respectivamente: “Autoestima e Relacionamentos – Segredos Essenciais”; “Autoestima – Ferramentas Indispensáveis e Segredos Saborosos para um Bem-Estar Físico e Mental”, (http://www.ortigao.com/EbooksandVideos.en.html).


Rosario Ortigao, LMHC, MAC
Conselheira de Saúde Mental
407 628-1009
rosario@ortigao.com