“Tudo posso, mas nem tudo me convém”

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 DEZ/12 – pág. 54

Este ano, meu compromisso foi levar para vocês um pensamento mais preventivo dentro da medicina, e também apresentá-los a um “novo estilo de vida”. Foi a partir da frase: “Que seu alimento seja seu medicamento”, que vocês receberam informações básicas para trilhar o caminho da vida saudável.

O tema deste ano foi alimentação. Não só pela forte presença na mídia e nas pesquisas médicas, mas também por se tratar de preocupação atual e geral em todos os níveis da sociedade.

Por intermédio de artigos e pesquisas de expressão, no meio acadêmico, tentei despertar em vocês um cuidado especial com os alimentos. Devo dizer que isso contribuiu muito para meu dia a dia também. Durante este período, obtive reposta prática de algo que eu tinha apenas como mais um assunto que pertencia aos outros. A partir de um “susto” com minha própria saúde, eu resolvi discutir esse tema de maneira mais profunda com vocês.

Não basta falar, muitas vezes, temos que vivenciar e posicionar-nos como pacientes. Há diferença entre ser alguém informado e ser alguém com conhecimento. Devo dizer que, durante este ano, tomei conhecimento sobre o tema e coloquei em prática tudo aquilo que escrevi sobre alimentação, obtendo a conclusão esperada e, com isso, o resultado não foi diferente das pesquisas publicadas em todos os meios científicos.

Dificilmente, abro espaço para minhas conclusões aqui nesta coluna, porque procuro levar aos leitores toda informação de pesquisas e publicações mais recentes de organizações renomadas, que ditam protocolos no meio científico.

Cabe aqui um testemunho pessoal de que a saúde deve ser levada a sério, ela é nosso bem precioso, a certeza de um amanhã. Não precisamos passar por um ‘susto’ para lembrar daquilo que já sabemos.

A hora é agora, comecemos a selecionar aquilo que é bom. A frase é bíblica, mais cabe bem neste contexto: “Tudo posso, mas nem tudo me convém”.

Escolher os alimentos, sabendo que eles são a fonte de nossa energia com substâncias das quais nosso organismo necessita para manter-se ativo. A fonte que nos mantém vivos são os alimentos. Não devemos comer porque é gostoso, só para nos satisfazer ou como um ato involuntário. O alimento deve ser, para nosso corpo, como a fé que nutre nosso espírito. Aproveitemos essa época de advento, que antecede o Natal, tempo de espera, tempo de crescimento silencioso e de uma vida que já nos foi concedida para refletirmos:

  • Qual a nossa importância no mundo?
  • Quem sofreria com a nossa falta?
  • O que gostaríamos de realizar por nós e pelos outros?

Preparemos nosso espírito e nosso corpo, porque é através da saúde que poderemos realizar tudo aquilo para o qual viemos.

Nestes dias que antecedem o Natal, aproveito o veículo “Nossa Gente” para desejar a todos: “Feliz Natal e um Ano Novo de paz, SAÚDE e felicidade!”.

Elaine Peleje Vac
elaine@nossagente.net
(Médica no Brasil)
Não tome nenhum medicamento sem prescrição médica.
Consulte sempre o seu médico.