Brasileira convocada pela Seleção Americana de Futebol é promessa mundial

Brasileira convocada pela Seleção Americana de Futebol é promessa mundial

Valentina Amaral, filha do ex-craque de futebol Leandro Amaral, convocada pela Seleção Americana de Futebol – categoria Sub-15 –, é destaques do “Torneio Internacional de Futuros da Copa dos Campeões”, que reúne as melhores seleções do mundo

Edição de dezembro/2019 – p. 28

Brasileira convocada pela Seleção Americana de Futebol é promessa mundial

“Fiquei muito feliz com a minha convocação para a Seleção Americana de Futebol – categoria Sub-15. É o reconhecimento de um trabalho de dedicação e seriedade, e devo isso ao meu pai – o ex-craque de futebol Leandro Amaral –, que sempre apostou em mim e que me treinou. A minha mãe, também, tem sido um grande apoio”, enfatiza a goleira convocada para a Seleção Americana de Futebol, Valentina Amaral – que reside em Orlando com os pais e os irmãos, Felippo e Lorenzo – são trigêmeos. A atleta destacou-se no “Torneio Internacional de Futuros da Copa dos Campeões – ICC Futures 2019”, reunindo seleções da América do Norte, Europa, Ásia e América do Sul – categorias masculino e feminino.

O “Torneio Internacional” – realizado entre 11 e 15 de dezembro –, é um dos principais eventos juvenis de futebol, apresentando as futuras estrelas do mundo com representação de algumas das mais importantes seleções de futebol, incluindo “Manchester City”, “Paris Saint-Germain”, “Barcelona”, “Atlético de Madri” e Seleções dos EUA. É um passo fundamental na carreira de promissora Valentina, que joga pela equipe do “FKK – Florida Kraze Krush” –, categoria Sub-16, disputando torneios e campeonatos estaduais.

“A Valentina joga pelo ‘FKK’ numa categoria acima da sua idade, realizando treinos semanais, específicos para goleiros, durante quarenta minutos. Uma trajetória de muita dedicação às atividades esportivas, cumprindo também com as obrigações escolares – estuda no Oviedo High School”, explica Leandro Amaral, que acompanha a trajetória da filha, acompanhado da esposa, Tatiana.

Quanto à convocação da goleira Valentina para integrar o seleto time que defende a Seleção Americana de Futebol – categoria Sub-15 –, explica Amaral que há dois anos a atleta vem sendo chamada para o elenco – desde os 12 anos de idade –, para treinamentos e integração com as demais jogadoras da Seleção, porém, sem participar dos jogos. “Valentina ficava concentrada com as demais jogadoras e recebia orientações do treinador de goleiros da seleção”, diz.

“Desta vez, a convocação pela seleção foi para participar ativamente dos jogos. Entra em campo com a responsabilidade de defender a categoria sub-15. Anteriormente, treinava, mas não entrava em campo. A seleção convoca as melhores jogadoras de cada estado para, posteriormente, após um período de preparação, escalá-las oficialmente, como foi o caso da Valentina. Um passo valioso para as competições do próximo ano – 2020”.

“As melhores jogadoras do estado – também os meninos –, entram em campo para enfrentar times do ‘Manchester City’, ‘Paris Saint-Germain’, ‘Barcelona’, ‘Atlético de Madri’, numa escala de jogos importantes. Valentina é apontada como a melhor goleira da região Sul e conquista o seu espaço na seleção americana de futebol, o que nos deixam orgulhosos”, complementa a mãe, Tatiana.

“Desde o início, quando chegamos a Orlando, há oito anos, Valentina teve orientação do pai – Leandro Amaral –, nas atividades esportivas, com treinamentos importantíssimos, e isso, evidente, teve resultados significativos para a sua carreira promissora”, complementa Tatiana.

Perguntado aos pais se ambos também entram em campo quando a filha joga, Tatiana foi enfática. “Estou em campo de maneira diferente, como torcedora, e o Leandro também, mas com um olhar técnico e crítico. Eu procuro um lugar na torcida, que fique bem atrás da trave. Eu torço o tempo todo para que não aconteça o gol, pelo menos no lado em que a minha filha está defendo a equipe” – sorri.

Leandro Amaral, no entanto, é mais rigoroso e atento ao fazer as devidas considerações. “Observo todas as jogadas e desempenho da Valentina durante a partida. Faço as minhas críticas e procuro mostrar a ela onde estão as falhas e o que deve ser corrigido. Torço, mas com olhos de treinador. Com minhas experiências vejo mais os erros para corrigi-los depois. Os acertos eu já sei. Não me importo se fez grandes defesas. É preciso ter cuidado para que os pequenos erros não evoluam. Joguei ao lado de Zagalo, de Parreira, e fui cobrado o tempo todo. É preciso ter resultados, isso é o que importa”, esclarece.

“Converso com a Valentina e explico que foi assim comigo, o meu pai – Júlio Amaral, ex-jogador do Palmeiras –, me ensinou que devemos jogar com alto nível técnico. E quanto menos erros, mais chances de competitividade. Lembrando que a competitividade é muito grande entre os jogadores porque todos querem o seu lugar. O futebol não é fácil, e poucos que começaram conseguiram chegar lá”, orienta.

Leandro Amaral, inclusive, se considera um predestinado – pai de trigêmeos e os filhos apaixonados pelo futebol. O Lourenzo é atacante e o Felipo, lateral-direito. Conta o ex-jogador que desde menina Valentina demonstrava interesse pelo futebol de campo. E quando os irmãos treinavam em casa com pai, no Brasil – em São Paulo –, ela pedia para jogar. “A Valentina fez aulas de tênis desde os dois anos de idade, mas gostava de futebol de campo. E como insistia em participar dos treinamentos dos irmãos, aos seis anos a coloquei no gol, e deu certo. Quando chegamos aos Estados Unidos, a Valentina treinou com determinação. O tênis deu a Valentina firmeza e equilíbrio ao defender jogadas, um fator preponderante na sua formação como goleira, em nível de seleção”, fala com orgulho.

Valentina é admiradora da jogadora Marta, capitã da Seleção Brasileira de Futebol – seis vezes apontada como a Melhor Jogadora do Mundo – atualmente jogando pelo Orlando Pride. Também admira a goleira americana Hope Solo, em que se espelha pela determinação em campo – defendeu a Seleção Americana de Futebol, ajudando a equipe conquistar medalha de ouro, o tricampeonato consecutivo, 5ª medalha de Ouro no total de olimpíadas. “São jogadoras que têm uma conduta exemplar de vida e me espelho no trabalho delas. Elas enfrentaram preconceitos, tiveram problemas, mas mostraram ao mundo que são as melhores e que deixam um legado memorável”, comenta Valentina.

Nas horas de lazer, longe dos campos de futebol, quando consultada, Valentina relata que gosta de se encontrar com as amigas e andar de bicicleta. Adora ir à praia com os pais e os irmãos.