Programa de ajuda às pequenas empresas
Bruno Portigliatti

Programa de ajuda às pequenas empresas

O prefeito Buddy Dyer quer que 30% dos contratos da cidade sejam voltados para a minoria. Ele objetiva que Orlando seja uma cidade inclusiva, proporcionando impulso às companhias, fornecendo aos pequenos empresários os recursos necessários

Edição de abril/2017 – pág. 19

Disponibilizando programas de ajuda a pequenas empresas concentradas na grande Orlando, fornecendo aos pequenos empresários os recursos necessários para promover seus negócios, a cidade fornece oportunidades às minorias para se conectar, engajar e desenvolver habilidades no setor empresarial. É a inclusão dessas companhias que poderão aplicar para receber a aprovação e a Certificação para expandir os respectivos negócios. O prefeito Buddy Dyer quer que 30% dos contratos da cidade sejam voltados para a minoria. Ele objetiva que Orlando seja uma cidade inclusiva, portanto, a iniciativa nasceu para dar respaldo e impulso às companhias. O “Jornal Nossa Gente” conversou com Bruno Portigliatti, que integra o Boarding de Aprovação da cidade, responsável pela grande chance dada as minorias de receberem contratos e de trabalharem com renomados empresários.

“A cidade dispõe de recursos que estão disponíveis para os pequenos empreendedores e as companhias de nossa comunidade especificamente não estão usufruindo desses recursos. É uma certificação que a cidade oferece às pequenas e micro empresas, cujos donos são minoria, mulheres, e pessoas que vêm da América do Sul e de outros lugares. Essas pessoas devem ser donos de 51% das ações da companhia, podendo aplicar e passar a ter a Certificação, que resultará em inúmeros benefícios. Claro que nem todos os processos são aceitos, pois é feita a avaliação da documentação quando na aplicação, para certificar a sua veracidade. E quando o pequeno empresário recebe a certificação terá vários benefícios, sendo que o benefício maior é que a empresa será colocada no mesmo patamar de organizações maiores, com forte estrutura de marketing e com contratos com a cidade. São companhias que não tiveram a oportunidade de negócios para disputarem com tubarões, ou seja, os pequenas empresas disputando com os grandões”.

Indagado sobre o perfil do pequeno empresário que possa ser inserido no programa de benefícios que a cidade oferece, explica Bruno que, “não são para os empresários que acabam de chegar, mas se estão chegando, que tenham uma empresa estabelecida em Orlando ou na região – ou mesmo no Brasil – e que seja o dono majoritário da companhia. E precisa ser uma empresa que dê lucro e que presta algum serviço. Nós temos vários advogados, engenheiros e arquitetos, companhias de marketing e de reciclagem, companhia de limpeza”, ressalta.

E quanto à aplicação da documentação da empresa para aprovação do Certificado da cidade de Orlando é necessário comprovar que a companhia existe e que esteja estabelecida e que houve um investimento para o seu funcionamento. Outro fator, alertou Portigliatti, “é que o dinheiro investido na empresa não pode ser doado, mas investimento dos próprios proprietários, comprovando a legitimidade do empreendimento”.

A companhia também deverá apresentar os impostos para as devidas averiguações através de equipes que integram o programa de Certificação, que cuidará de todo trâmite, em um processo que leva um mês, garante Portigliatti, desde que a documentação esteja correta. A certificação tem validade de um ano, com renovação anual.

Indagado sobre companhias beneficiadas com a aprovação e certificação da cidade, disse Bruno Portigliatti que até o momento 599 empresas – concentradas em Orlando e região – estão recebendo contratos, e que estão incluídas no processo onde têm a oportunidade de oferecer proposta de serviços, obtendo chances de participar de contratos grandes, que envolve a cidade. “Dessas 599 empresas do ano de 2016 quase 17 milhões de dólares foram pagos para companhias cujos donos eram minorias”, informa.

Bruno assumiu equipe do Boarding de aprovação o final do ano passado – os membros são apontados pelo prefeito Buddy Dyer -, para onde os processos das companhias são encaminhados e obtém o veredito final. “Nós recebemos todo o pacote de aplicações, analisado pelo Staff da cidade e fazemos a decisão. Nosso trabalho é o de aceitar a aplicação inicial e de renovar também. Podemos também terminar uma aplicação caso a pessoa não compareça para renovar ou não dê satisfação”, ressalta. “Faço parte do programa há dois anos e meio e não conheço nenhum empresário brasileiro que tenha aplicado. Está faltando informação aos brasileiros sobre a ajuda que cidade oferece às pequenas companhias”, alerta.

Bruno também alerta quanto à responsabilidade da empresa beneficiada junto à cidade de Orlando. É um pacto de fidelidade que deve ser respeitado. “É um benefício grande que a companhia recebe, mas tem que haver responsabilidade por parte do empresário. Nós temos uma pessoa que faz a checagem e que comparece na companhia para averiguar se a empresa realmente está no endereço apontado, enfim. Uma das coisas que nós temos que ter cautela é com pessoas que não estão fazendo o serviço de fato. Eles subcontratam, ou seja, adquirem a certificação para passar a terceiros, ou para um serviço muito grande a companhia que os contrata não tem a certificação”.

Embelezamento da cidade – “Abordando outro âmbito da questão empresarial, temos um departamento onde as empresas podem ter a ajuda do governo”, continua Bruno. “Por exemplo, uma loja que precisa melhorar a sua aparência, o que também irá favorecer o visual da área, os proprietários podem aplicar e receber dinheiro, um subsídio da cidade. É um incentivo pelo embelezamento da cidade. Existem muitos outros programas que podem beneficiar as empresas em Orlando e região. Basta entrar no nosso site e pesquisar”.

“O prefeito de Orlando e seu staff querem que 30% dos contratos da cidade sejam voltados para a minoria. Eles têm esse desejo de que Orlando seja uma cidade inclusiva. Esse programa nasceu para dar respaldo e impulso nessas companhias e é exatamente isso que a cidade está fazendo. É importante ressaltar que os projetos de ajuda requer que à empresa esteja situada na grande Orlando” informa.

“Temos também os programas de desenvolvimento da cidade –BAP – que destina verbas para encorajar pequenos negócios. São disponibilizados fundos para negócios que estão se expandindo, dando assistência para quem está construindo. São subsídios que beneficiam. E se você tem um pequeno negócio que não esteja em Downtown também poderá receber auxílio”, finaliza Bruno.

Requerimentos de aplicação para aprovação do certificado: empresário majoritário, com mínimo de 51% de ações da empresa; empresa que dê lucros, com independência de outros negócios ou entidades; tem de prover bens ou serviços na qual seja certificada para desenvolver o serviço e que requer licença ou agente qualificado. A companhia deve dispor de licença e qualificação.

Serviço

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