Medida faz parte do endurecimento da política imigratória da administração Trump e pode aumentar a pressão sobre o setor de transporte de cargas no país
O governo dos Estados Unidos anunciou a suspensão de aproximadamente 60 mil caminhoneiros imigrantes das rodovias americanas como parte da nova política de fiscalização no setor de transporte de cargas. A medida integra o pacote de endurecimento das regras migratórias da administração do presidente Donald Trump e já provoca preocupação entre empresas e especialistas da indústria logística.
Segundo o governo, os motoristas afastados não atendiam aos novos requisitos exigidos para continuar exercendo a profissão, incluindo critérios relacionados ao status migratório e ao domínio da língua inglesa. A fiscalização vem sendo intensificada em todo o país.
Para suprir a redução da mão de obra, a Casa Branca lançou o programa “Freedom Haulers”, que pretende recrutar veteranos das Forças Armadas para ocupar as vagas deixadas pelos caminhoneiros suspensos. O programa oferece um processo acelerado para obtenção da licença comercial de motorista (CDL) e facilita a entrada de ex-militares no setor de transporte.
Durante o anúncio, Trump afirmou que o objetivo é aumentar a segurança nas estradas americanas e garantir que todos os profissionais do transporte cumpram rigorosamente as exigências federais. O presidente também declarou que dezenas de milhares de licenças concedidas a imigrantes foram canceladas durante sua gestão.
Representantes do setor, entretanto, alertam que a retirada de um número tão elevado de motoristas pode agravar a escassez de profissionais, elevar os custos do transporte e afetar a cadeia de abastecimento, especialmente em regiões que dependem fortemente da mão de obra imigrante.
A decisão reforça a política de imigração mais rígida adotada pelo governo Trump, que desde o início do mandato ampliou operações de fiscalização, restrições ao asilo e medidas voltadas ao mercado de trabalho de estrangeiros.
Especialistas avaliam que os impactos econômicos da medida deverão ser acompanhados de perto nos próximos meses, principalmente nos setores de logística, comércio e distribuição de mercadorias, que já enfrentam dificuldades para contratar motoristas qualificados.







