O anúncio do presidente Donald Trump, na quarta-feira (7), representa um potencial golpe para as empresas de capital privado especializadas em aluguel de imóveis residenciais
Investidores, inclusive do Brasil, mostram-se preocupados com a nova ameaça do presidente Donald Trump. Em uma publicação no Truth Social, na quarta-feira (7), o republicano foi incisivo ao afirmar que irá proibir grandes investidores de comprarem casas unifamiliares, a fim de reduzir os preços dos imóveis e torná-los mais acessíveis para quem deseja comprar uma casa. Disse que tomaria medidas imediatas e que pediria ao Congresso que aprovasse a medida.
O anúncio representa um potencial golpe para as empresas de capital privado especializadas em aluguel de imóveis residenciais. Trump acrescentou que também discutirá propostas adicionais sobre habitação e acessibilidade em um discurso no “Fórum Econômico Mundial em Davos.”
“Durante muito tempo, comprar e possuir uma casa foi considerado o auge do sonho americano”, escreveu Trump, acrescentando que a inflação tornou esse sonho inatingível para muitos americanos. “As pessoas moram em casas, não em corporações”, disse Trump.
Instituições de Wall Street, como a “Blackstone”, compraram milhares de casas unifamiliares desde que a crise financeira de 2008 desencadeou uma onda de execuções hipotecárias.
Essas empresas estão investindo cada vez mais em imóveis residenciais para aluguel, que tiveram um desempenho melhor do que outros setores de imóveis comerciais, como escritórios e espaços de varejo, durante um período de custos de empréstimo crescentes e mudanças nos padrões de trabalho.
Segundo a “Associação Nacional de Corretores de Imóveis (National Association of Realtors)”, o preço médio nacional de casas unifamiliares existentes era de US$ 426.800 no terceiro trimestre de 2025, após atingir o recorde de US$ 435.300 no verão. A taxa de juros média para um financiamento imobiliário de 30 anos com taxa fixa é atualmente de 6,19%.
A expansão de Wall Street para o mercado imobiliário tem atraído críticas de grupos de defesa da habitação e de legisladores, incluindo democratas, que afirmam que os proprietários institucionais reduziram a oferta de moradias e alimentaram a inflação dos aluguéis.








