Mundo celebra Páscoa sob confinamento. Quanto termina pesadelo?


Famílias passam a Páscoa confinadas em casa

 

EUA- Domingo de Páscoa

Os EUA enfrentam momentos delicados com números de mortes pelo coronavírus – principalmente no estado de Nova York – onde os casos mais graves acontecem – 20 mil pessoas morreram neste sábado no país. Isso também ocorre em outros países, onde a Covid-19 atua de forma contundente – na Itália e Espanha o número de mortes vem caindo embora os índices sejam preocupantes. A Europa está em alerta vermelho!

Mas há uma pausa momentânea em cada mente e coração para celebrar a Páscoa neste domingo. Milhões de pessoas em todo o mundo comemoram a Páscoa, confinadas em seus lares; momento em que o abraço pode ser substituído pelo aceno e o olhar de gratidão.

Mensagens propagadas nas redes sociais ou telefonemas que expressam gratidão e votos de esperança são caminhos seguros.

Quando termina o pesadelo? A pergunta de pessoas em todo planeta, diante da pandemia que contaminou cinco continentes e ceifou milhares de vidas. Quanto à normalidade, diz a Organização Mundial de Saúde (OMS) que ainda não há previsão, mas que cada um de nós faça a sua parte.

A infecção, até agora diagnosticada em 1.765 524 pessoas em todo mundo, causando pelo menos 108.042 mortes, já está sendo controlada, diz autoridades da OMS.

E segundo seu diretor, Tedros Adhanom, “desejamos como toda a gente que acabem os confinamentos, mas se andarmos demasiado depressa poderemos assistir a um ressurgimento mortal da epidemia”, adverte.

Sem o tradicional almoço na casa dos avós, dos pais ou restaurantes, e mesmo na presença de amigos, o domingo de Páscoa tem um teor diferenciado. Uma celebração que mostra pessoas em todo o mundo recolhidas em casa, mantendo-se no isolamento social, às duras penas, afinal, o direito de ir e vir está cerceado à atual condição do planeta.

O risco de contaminar o outro é iminente, portanto, a melhor alternativa é manter-se em quarentena. Não temos escolha!

Uma Páscoa em estado de emergência, que não permite ao cidadão consciente sair aleatoriamente quando a recomendação é ficar em casa. Mas isso também não é motivo para comer chocolate exageradamente, irritar-se com situações banais ou culpar este ou aquele pelo que ocorre no mundo.

A verdade é que estamos em guerra com um inimigo invisível – escondido em toda parte –, prestes a nos atacar. Não é preciso ter pânico, mas refugiar-se na serenidade de nossos pensamentos, e ter fé.

A festividade que celebra a ressurreição de Cristo é um anúncio de esperança. Com certeza, dias melhores estão por vir. Boa Páscoa a todos!