A poucos dias do início da Copa do Mundo de 2026, um problema fora dos gramados começou a preocupar organizadores, delegações e profissionais da imprensa: as dificuldades de entrada nos Estados Unidos. Casos envolvendo árbitros, atletas e jornalistas reacenderam o debate sobre o impacto das políticas migratórias americanas em um dos maiores eventos esportivos do planeta.
Árbitro da Somália foi barrado
O caso que mais repercutiu internacionalmente envolve o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que seria o primeiro representante de seu país a atuar em uma Copa do Mundo.
Apesar de ter sido oficialmente selecionado pela FIFA, Artan teve a entrada nos Estados Unidos negada e foi retirado do torneio. A FIFA confirmou que ele não poderá participar da competição e afirmou que decisões migratórias são de responsabilidade do país anfitrião.
Atletas também enfrentaram dificuldades
As restrições não atingiram apenas a arbitragem.
Segundo relatos divulgados pela imprensa internacional:
- jogadores passaram por inspeções adicionais na imigração;
- integrantes de delegações aguardaram liberação de vistos até os últimos dias antes da competição;
- alguns profissionais tiveram processos migratórios atrasados ou submetidos a análises extras.
O caso do Irã chamou atenção porque parte da delegação precisou lidar com restrições relacionadas às atuais políticas migratórias americanas.
Jornalistas denunciam obstáculos
A Associação Internacional de Imprensa Esportiva (AIPS) enviou uma carta à FIFA alertando para dificuldades enfrentadas por jornalistas credenciados.
Segundo a entidade, profissionais de alguns países receberam:
- vistos negados;
- autorizações de entrada limitadas;
- vistos de entrada única que dificultam deslocamentos entre EUA, Canadá e México durante a Copa.
A preocupação é maior porque o torneio será disputado em três países, exigindo constantes viagens internacionais ao longo da competição.
Organizações falam em “clima de incerteza”
Grupos ligados aos direitos humanos e ao esporte afirmam que as atuais políticas de imigração dos EUA criaram um ambiente de preocupação para torcedores, jornalistas, trabalhadores e participantes do evento.
Entre os pontos citados estão:
- restrições de vistos;
- fiscalização migratória mais rígida;
- dificuldades de entrada para determinadas nacionalidades;
- incerteza sobre deslocamentos internacionais.
FIFA evita confronto com autoridades
A FIFA tem adotado uma postura cautelosa e reforça que não possui autoridade sobre decisões de imigração dos países-sede.
A entidade afirma que continua trabalhando com governos locais para garantir a realização do torneio, mas reconhece que a emissão de vistos e autorizações de entrada permanece sob responsabilidade das autoridades nacionais.
Maior Copa da história traz novos desafios
A edição de 2026 será a maior Copa do Mundo já realizada:
- 48 seleções;
- 104 partidas;
- três países-sede;
- milhões de visitantes esperados.
Especialistas afirmam que justamente por causa dessa dimensão inédita, questões relacionadas a imigração, fronteiras e mobilidade internacional ganharam importância ainda maior nesta edição.
Resumindo
A Copa do Mundo de 2026 começa cercada por expectativas dentro de campo, mas também por desafios fora dele. Casos envolvendo árbitros barrados, jornalistas com dificuldades para obter vistos e atletas submetidos a restrições migratórias mostram que a organização do maior Mundial da história está sendo impactada por questões políticas e diplomáticas que vão muito além do futebol.






