Inflação nos EUA acelera em maio e atinge maior nível dos últimos três anos

Alta dos preços da energia pressiona consumidores e amplia desafios para o banco central norte-americano. Gastos com moradia, transporte e passagens aéreas também contribuíram

A inflação nos Estados Unidos acelerou em maio de 2026 e atingiu o maior patamar dos últimos três anos, impulsionada principalmente pelo aumento dos preços da energia. Dados divulgados pelo Departamento do Trabalho dos EUA mostram que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) registrou alta anual de 4,2%, acima dos 3,8% observados em abril.

Na comparação mensal, os preços avançaram 0,5%, mantendo a trajetória de pressão inflacionária observada nos últimos meses. O principal fator para o resultado foi o setor energético, cujo índice subiu 3,9% em maio e respondeu por mais de 60% da alta mensal da inflação.


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Os combustíveis lideraram o aumento. O preço da gasolina avançou 7% em relação ao mês anterior e acumula valorização superior a 40% nos últimos 12 meses. No mesmo período, os custos de energia cresceram 23,5%, refletindo os impactos das tensões geopolíticas no Oriente Médio e das interrupções no mercado global de petróleo.

Apesar da forte elevação da inflação geral, o núcleo do índice — que exclui alimentos e energia por serem mais voláteis — apresentou crescimento mais moderado. O indicador avançou 0,2% em maio e acumula alta de 2,9% em 12 meses, sinalizando que boa parte da pressão inflacionária continua concentrada nos custos energéticos.

Além da energia, os gastos com moradia, transporte, passagens aéreas e serviços médicos também contribuíram para o aumento dos preços. Em contrapartida, alguns segmentos registraram queda, entre eles seguros de veículos, móveis e automóveis novos.

O cenário amplia os desafios para o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, que busca trazer a inflação de volta à meta de 2%. Analistas avaliam que a instituição deverá manter as taxas de juros estáveis nas próximas reuniões, enquanto acompanha os efeitos da crise energética sobre a economia.

Especialistas alertam que, caso os preços do petróleo permaneçam elevados, a inflação poderá continuar pressionando o orçamento das famílias americanas nos próximos meses, especialmente entre os consumidores de renda média e baixa.

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