Os Estados Unidos enfrentam o pior surto de sarampo em mais de três décadas, e a Flórida passou a figurar entre os estados mais afetados do país. Segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) atualizados até 6 de agosto, o país já soma 2.465 casos confirmados em 2026, superando o total registrado em todo o ano de 2025.
A Flórida entre os cinco primeiros colocados
A Flórida aparece na quinta posição do ranking nacional, com 141 casos confirmados até o momento. O salto chama atenção: o estado havia registrado apenas 8 casos em todo o ano de 2025. À frente da Flórida na lista aparecem Carolina do Sul, com 670 casos, Utah, com 522, Texas, com 188, e Virgínia, com 176 casos.
A grande maioria dos casos da Flórida está concentrada em Collier County, ligados a um surto que começou em janeiro na Ave Maria University, faculdade católica particular na região de Naples. O episódio já é classificado como o maior surto de sarampo já registrado em um campus universitário americano na história recente. Fora de Collier County, os condados de Pinellas e Duval registraram o segundo maior número de casos no estado, com seis cada.
Por que o sarampo está voltando a circular
Segundo o CDC, a queda na cobertura vacinal é o principal fator por trás do avanço da doença. A imunidade coletiva contra o sarampo só é considerada segura quando pelo menos 95% de uma comunidade está vacinada. Na Flórida, a taxa de vacinação entre crianças que entraram no jardim de infância no ano letivo de 2024-2025 ficou em 88,8%, colocando o estado na 38ª posição do país nesse indicador, abaixo do patamar necessário para conter a circulação do vírus.
O padrão se repete na maioria dos casos confirmados em 2026: segundo o CDC, 93% das pessoas infectadas neste ano não eram vacinadas ou tinham situação vacinal desconhecida.
Por que o sarampo preocupa tanto autoridades de saúde
O sarampo é uma das doenças mais contagiosas conhecidas atualmente e pode provocar complicações graves, incluindo pneumonia, inflamação cerebral e, em casos mais raros, morte, principalmente entre crianças pequenas. Bebês com menos de 12 meses não podem receber a primeira dose da vacina, o que os deixa completamente desprotegidos durante o primeiro ano de vida, dependendo diretamente da imunidade da comunidade ao redor para reduzir o risco de exposição ao vírus.
A vacina segue sendo a principal forma de proteção
A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, tem eficácia comprovada e é considerada pelas autoridades de saúde a forma mais eficaz de prevenção contra a doença. Duas doses da vacina oferecem cerca de 97% de proteção contra o sarampo, geralmente por toda a vida, segundo especialistas da área médica.







