Cúpula do Clima apresenta proposta para acabar com poluição até 2030

Líderes de 40 países apresentaram propostas para conter crise climática. Joe Biden liderou reunião

 

O presidente Joe Biden, idealizador do encontro, abriu a reunião da Cúpula de Líderes sobre o Clima, com discurso que propõe aos EUA cortar em 50% as emissões de gases, até 2030. Também discursaram Xi Jinpin, Angela Merkel, Jair Bolsonaro, Valdimir Putin, Emmanuel Macron, entre outros líderes

 

Da Redação

Ambientalistas e articuladores de questões climáticas em todo o mundo estiveram voltados para os EUA, atentos à importante reunião de líderes de 40 países para discutir a crise climática no planeta e apresentar propostas para cortar as emissões de gases do efeito estufa. O presidente Joe Biden, idealizador do encontro, abriu o evento da Cúpula de Líderes sobre o Clima com discurso que propõe que os EUA vão cortar em 50% as emissões de gases, até 2030.

Segundo o democrata, “é uma oportunidade para criar empregos e por isso proponho um grande investimento para aproveitar as oportunidades. Quero construir uma infraestrutura crítica para energia.”

“A realidade que virá se não nos mexermos, não podemos nos entregar. Manter o mundo em um caminho sustentável depende disso. O bem-estar dos trabalhadores, a força da economia depende disso”, reforçou o presidente.

Biden foi contundente em seu discurso ao pedir para que os países sejam ambiciosos nas suas metas de redução de emissão de gases para que o aquecimento global não ultrapasse da meta de 1,5ºC.

Já o presidente da China, Xi Jinping, se comprometeu em limitar o consumo de carvão mineral como fonte de energia entre os anos de 2021 e 2025 e acabar com esse tipo de geração energética nos anos seguintes, com o fim total em 2030. “A China se comprometeu a antecipar o pico do carbono para a neutralidade em um tempo muito mais curto do que os países desenvolvidos levaram, e isso exige esforços extraordinariamente difíceis do país”, relatou o líder.

Com medidas que prometem reduzir as emissões de gases do efeito estufa, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, em tom moderado, disse que o Brasil, “ é voz ativa na construção da agenda ambiental global. Renovo, hoje, essa credencial, respaldada tanto por nossas conquistas até aqui quanto pelos compromissos que estamos prontos a assumir perante as gerações futuras.”

“É preciso haver justa remuneração pelos serviços ambientais prestados por nossos biomas ao planeta como forma de reconhecer o caráter econômico das atividades de conservação”. “Destaco aqui o compromisso de eliminar o desmatamento ilegal até 2030, com a plena e pronta aplicação do nosso Código Florestal. Com isso, reduziremos em quase 50% nossas emissões até essa data”, ressaltou Bolsonaro.

Angela Merkel, por sua vez, parabenizou a volta dos EUA, afirmando que, “o mundo precisa da sua contribuição”, disse. “Carvão foi uma fonte importante para nós, mas vamos acabar com a eletrificação por carvão. Produziremos 46% da eletricidade de renováveis e queremos aumentar isso”, relatou.

O presidente da França, Emmanuel Macron, falou que é preciso incluir os custos ambientais no comércio de bens e serviços e que sem isso não haverá uma transição para uma economia verde. “Agir para o clima significa regulamentar, e regulamentar em um nível internacional. Se nós não estabelecermos um preço para o carbono, não haverá transição”, disse ele.

Vladimir Putin, em seu discurso afirmou que a Rússia irá propor uma mudança de condições para investimentos estrangeiros que tenham como objetivo construir projetos de energia limpa no país. “Agora 45% da nossa matriz energética tem baixas emissões. As emissões de plantas nucleares é quase zero”, enfatizou.

Quanto ao Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson relatou ser importante sinalizar que as metas de redução não são uma campanha politicamente correta como “abraçar um coelhinho”. Disse que é preciso pensar em formas de neutralizar as emissões da vida doméstica, como voos de avião e nas casas.