Aos 81 anos, o presidente do Miami Heat, Pat Riley, poderia estar pensando em descansar no clima ameno do sul da Flórida. Afinal, depois de uma carreira que ajudou a moldar a liga profissional de basquete dos Estados Unidos, com títulos, grandes equipes e uma das culturas mais reconhecidas do esporte, seria natural imaginar o lendário ex-jogador, ex-técnico e hoje dirigente se preparando para uma despedida. Mas o apelido de Godfather, que carrega por sua imagem de líder poderoso, respeitado e influente, já deixou claro que ele não gosta da palavra aposentadoria.
A resposta de Riley aos rumores
Riley rebateu publicamente qualquer possibilidade de deixar o comando da franquia e, no período em que os jogadores estavam de férias, respondeu da forma como está acostumado: trabalhando. O resultado foi uma reformulação profunda do elenco, capaz de fazer os torcedores do Heat voltarem a sonhar com o retorno ao topo da NBA.
A chegada de Giannis Antetokounmpo
A base dessa transformação é a chegada de Giannis Antetokounmpo, duas vezes MVP da temporada, que veio do Milwaukee Bucks em uma troca envolvendo Tyler Herro, Jaime Jaquez Jr., Kel’el Ware e Kasparas Jakučionis. Ao lado de Bam Adebayo, mantido no elenco, o Greek Freak dá a Miami uma dupla de enorme impacto físico e efetividade dentro de quadra.
Reforços na casa dos arremessos de três pontos
O trabalho de Riley não parou por aí. Além de manter Andrew Wiggins no time, o Heat trouxe nomes experientes como Klay Thompson e Tim Hardaway Jr. para ampliar as opções de esquemas de jogo e oferecer o que qualquer equipe com uma estrela dominante precisa: bons arremessadores da linha de três pontos, capazes de abrir a quadra e punir as defesas adversárias. Thompson, quatro vezes campeão da NBA e um dos maiores arremessadores da história da liga, chegou por meio de um acordo de dois anos e US$ 13 milhões, depois de conseguir uma rescisão amigável com o Dallas Mavericks. Já Hardaway Jr. cresceu em Miami, período em que seu pai jogava justamente pelo Heat.
Um caminho ainda incerto pela frente
Não se trata de decretar o time do sul da Flórida campeão antes mesmo do início da temporada. A Conferência Leste segue repleta de rivais fortes. O atual campeão, o New York Knicks, ganhou reforços de peso, e o Heat também precisará construir, dentro de quadra, a química que um elenco tão reformulado exige, algo que vai além do que está apenas no papel.
Um recomeço depois de uma temporada frustrante
Depois de uma temporada em que o Heat ficou distante de seus maiores objetivos, eliminado ainda no Play-In, Pat Riley se recusou a aceitar a mediocridade. Apostou alto, fez escolhas difíceis e voltou a colocar a equipe entre os favoritos da conferência. Aos 81 anos, enquanto muitos perguntavam quando ele deixaria o basquete, Riley decidiu dar uma resposta clara: ainda não. E, pelo elenco que ajudou a montar, o Miami Heat também parece ter deixado claro que não pretende ser apenas coadjuvante nesta temporada.
A carreira de Pat Riley em números
Como jogador, atuou na liga por nove temporadas, entre 1967 e 1976, defendendo equipes como San Diego Rockets, hoje Houston Rockets, Los Angeles Lakers e Phoenix Suns, com um título conquistado pelos Lakers em 1972.
Como técnico, foi o principal arquiteto do estilo Showtime dos Lakers na década de 1980 e conquistou seis títulos como treinador, cinco pelos Lakers e um pelo Heat, em 2006.
Como executivo, foi o responsável direto por montar a histórica era do Big Three, trazendo LeBron James e Chris Bosh para jogar ao lado de Dwyane Wade, conquistando dois campeonatos, em 2012 e 2013.







