China ultrapassa os EUA no ranking de universidades; veja onde ficou o Brasil

China ultrapassa os EUA no ranking de universidades; veja onde ficou o Brasil

China assume a liderança em quantidade de universidades de elite

A China se tornou o país com o maior número de universidades entre as 2 mil melhores do mundo, segundo a edição de 2026 do ranking Global 2000, divulgado pelo Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR). O país asiático aparece com 360 instituições na lista, superando os Estados Unidos, que somam 313. Segundo o levantamento, 98% das universidades chinesas avançaram de posição em relação ao ano anterior, avanço liderado pela Universidade Tsinghua, que ocupa o 36º lugar no ranking geral.

Estados Unidos ainda dominam o topo do ranking

Apesar do avanço chinês em número de instituições, os Estados Unidos seguem dominando as primeiras posições da lista. A Universidade Harvard lidera o ranking pelo 15º ano consecutivo, seguida por MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e Stanford. Cambridge e Oxford, no Reino Unido, aparecem em quarto e quinto lugares, sendo as instituições públicas mais bem colocadas do mundo. O top 10 é completado por Princeton, Pensilvânia, Columbia, Yale e Chicago. Ao todo, oito das dez melhores universidades do mundo são americanas.

Brasil registra queda generalizada

Enquanto chineses e americanos disputam protagonismo na educação superior global, o Brasil perdeu espaço expressivo no ranking. Das 52 universidades brasileiras avaliadas entre as 2 mil melhores do mundo, 45 caíram de posição em relação ao ano anterior, o equivalente a 87% das instituições do país na lista. Apenas cinco universidades brasileiras avançaram e duas mantiveram exatamente a mesma colocação.


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Como ficaram as principais universidades do país

A USP (Universidade de São Paulo) segue como a universidade mais bem colocada do Brasil e da América Latina, mas perdeu uma posição e caiu para o 119º lugar no ranking mundial. Na sequência aparece a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), que teve a queda mais expressiva entre as principais instituições do país, perdendo 15 posições e caindo para o 346º lugar. A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) também recuou, perdendo 10 posições e ocupando agora o 379º lugar.

A UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) foi uma das poucas a manter sua posição, permanecendo em 476º lugar. Já a Unesp (Universidade Estadual Paulista) teve uma das maiores quedas do levantamento, perdendo 25 posições e caindo para o 479º lugar. A UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) também recuou, da 497ª para a 508ª colocação.

As exceções que avançaram

Entre as universidades brasileiras que conseguiram subir no ranking, o maior destaque foi a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), que avançou 95 posições em um ano, saindo do 827º para o 732º lugar. A UnB (Universidade de Brasília) também avançou, ainda que discretamente, passando da 833ª para a 831ª posição. Completam a lista de instituições que subiram a UFU (Universidade Federal de Uberlândia), a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e a FURG (Universidade Federal do Rio Grande).

O que explica a queda das universidades brasileiras

O CWUR avalia as universidades com base em quatro dimensões: qualidade do ensino, empregabilidade dos egressos, qualificação do corpo docente e desempenho em pesquisa científica, sendo que a produção científica responde por 40% da nota final. Segundo a entidade, a queda das instituições brasileiras está ligada a desafios como financiamento insuficiente, dificuldade para atrair talentos e menor capacidade de ampliar pesquisas de alto impacto e influência acadêmica.

Nadim Mahassen, presidente do CWUR, afirmou que o declínio das universidades brasileiras reflete anos de financiamento inadequado e a desvalorização da ciência e da educação como bens públicos, com impactos que vão além das salas de aula. Já a USP, por meio de sua coordenadora do Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico, ressaltou que a metodologia do ranking tende a favorecer instituições do chamado Norte Global, ao valorizar critérios como o número de egressos e docentes premiados com distinções de prestígio internacional, caso do Nobel e da Medalha Fields.

Sobre o ranking CWUR

O CWUR avaliou 21.291 instituições de ensino superior em todo o mundo nesta edição e filtrou as 2 mil melhores para compor o ranking Global 2000, divulgado em 1º de junho de 2026. Diferente de outros rankings internacionais, como o QS e o THE, a metodologia do CWUR não utiliza dados fornecidos diretamente pelas universidades nem pesquisas de reputação acadêmica, baseando-se exclusivamente em indicadores externos e quantificáveis ligados à trajetória de ex-alunos, prêmios acadêmicos, empregabilidade e desempenho científico.

Autor

  • Thiago Acquaviva

    Profissional com 15 anos de experiência em web design, design digital, gráfico, social media e marketing. Formado em Sistemas de Informação e pós graduado em Comunicação e Mídias Digitais.



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