8 sinais que o inquilino deve visualizar para decidir se deve comprar um imóvel

8 sinais que o inquilino deve visualizar para decidir se deve comprar um imóvel

Edição de dezembro/2019 – p. 29 e 32

8 sinais que o inquilino deve visualizar para decidir se deve comprar um imóvel

Muitos inquilinos querem ter o próprio imóvel, mas possuem atitudes que não o ajudam neste propósito. Portanto, por que tentar? Vejamos alguns pontos que o ajudarão a decidir.

Nova York – alugar um imóvel pode dar a liberdade de se mudar quando quiser e de isentar-se das responsabilidades que o dono de um imóvel tem, mas chega o momento em que a maior parte das pessoas deseja tornar-se proprietário. Comprá-lo é boa forma de começar a construir segurança financeira. Conforme o empréstimo vai sendo pago, o valor do imóvel vai aumentando, o que o torna um recurso financeiro valioso.

Atualmente, os juros estão baixos, portanto esta é a hora. “Para os que estão pensando em comprar um imóvel e para os proprietários de imóveis, o declínio dos valores dos juros deu um grande empurrão na acessibilidade dos mesmos”, diz Mark Hamrick, analista econômico do Bankrate. Isso aconteceu desde que os preços vêm aumentando em níveis nacionais desde 2012.

Para aqueles que já estavam inclinados a comprar um imóvel de qualquer forma, a queda dos juros traduz-se em potencial redução nos pagamentos mensais do empréstimo. Para aqueles que – a princípio – não estavam pensando em comprar um imóvel, a facilidade e acessibilidade na compra de um devem ser o que lhes fará decidirem agora.

Alugar ou comprar um imóvel é uma grande decisão. Como saber se está preparado?

Reflita sobre os oito sinais que ajudarão na decisão de se abandonar a vida de inquilino e passar a ser proprietário de um imóvel:

1. Estar cansado dos aumentos do valor do aluguel

Segundo ApartmentGuide (que acompanha as tendências do mercado de locação), os preços do aluguel estão subindo nacionalmente. O aluguel de um imóvel com um quarto subiu 4.2% em 2018 para a média de $1140; dois quartos, para a média de $1354; estúdios, 5% para a média de $1065. O aumento do aluguel dificulta manter uma cota mensal de gastos e poupar para outros objetivos financeiros. Quando o pagamento do aluguel começa a se expressar como um investimento negativo e se quer ter algo para o futuro, sabe-se que está na hora de verificar para qual empréstimo se qualifica, diz Bill Golden, um corretor de imóveis com a Remax de Atlanta (há mais de 30 anos no mercado imobiliário). Golden diz que muitos inquilinos estão preparados para comprar uma casa assim que eles estiverem financeiramente estáveis. Muitos estão motivados pelo orgulho de ser proprietário do seu imóvel e por ter mais controle sobre o lugar que vivem. Se um ou mais desses motivos apertam o coração, pelo menos verifique a possibilidade de ser proprietário em vez de inquilino, diz Golden. Se o aluguel está aumentando e os juros estão baixos, há grande chance de pagar menos na casa própria do que em uma alugada.

2. Melhoria do crédito

Alguns inquilinos permanecem “trancados do lado de fora” quanto a ser proprietário de um imóvel, porque não conseguem se qualificar para um empréstimo. O crédito baixo é motivo comum para que isso ocorra. Histórico de pagamentos atrasados com muita dívida atrapalham a pontuação de crédito. Ter um crédito saudável é sinal de que se está preparado para a compra de uma casa, diz Bruce McClary, vice-presidente de comunicação da Fundação Nacional de Conselheiros de Crédito em Washington/DC. Apesar de pessoas se qualificarem para um empréstimo de imóvel com um crédito de pontuação 500, terão que assumir uma entrada maior e, portanto, pagar mais juros. Um bom crédito consegue melhores juros, bem como melhores termos de empréstimo. Estabelecer um histórico de crédito ou acertar um crédito de pontuação baixa pode levar tempo, mas o objetivo de se tornar proprietário continua sendo realidade até nestas circunstâncias, diz McClary. Aceite ajuda de uma agência.

3. Administrar bem as dívidas

Na “aplicação” de quem quer empréstimo, os bancos analisam o valor da entrada financeira e qual valor essa entrada amortece da dívida a ser paga, bem como sua vida financeira (receitas e gastos). Essa é uma medida chave, que é calculada somando todas as dívidas mensais, abatendo-as dos pagamentos. Quanto mais alto esse valor for, mais risco o banco correrá. Alguns empréstimos convencionais permitem dívidas de até 50% da entrada financeira, mas muitos bancos preferem no máximo 43%. Se a pessoa tinha muitas dívidas, mas já quitou algumas que eram altas… sua posição será melhor para conseguir um empréstimo. Ter-se-á flexibilidade para poupar mais e colocar dinheiro em fundo de emergência para consertos na casa e outros gastos inesperados, portanto, manter dívidas baixas em cartões de crédito e dívidas controladas beneficiá-lo-ão de várias formas, diz McClary. É importante manter os cartões com 30% ou menos de dívidas para que seu limite influencie o crédito de forma benéfica.

4. Ter dinheiro suficiente para gastos extras como proprietário do imóvel

Quando um cano estoura ou o ar-condicionado estraga na casa de aluguel, não há preocupação em pagar o conserto, pois são de responsabilidade do proprietário. O mesmo acontece com o IPTU, manutenção de rotina e seguro do imóvel. Ao ser proprietário, todos esses gastos passam a ser de sua responsabilidade. Se sua entrada financeira aumentou ou se conseguiu poupar, percebe-se que você tem dinheiro para pagar despesas extras do imóvel. O que acontece se der todo o dinheiro poupado na entrada de imóvel? Não haverá dinheiro para consertos caso sejam necessários, diz Golden. Por isso, é melhor gastar menos no preço da casa e ter condições financeiras para melhorias e consertos.

5. Ter dinheiro para a entrada e os gastos da escritura

Compradores do primeiro imóvel não têm dinheiro vindo da venda de um anterior para ajudar na entrada de um imóvel. Esse é um dos maiores problemas para se tornar proprietário de imóvel, diz Rob Chrane, CEO do Recurso de Entrada, localizado em Atlanta, que ajuda os aplicantes de empréstimo a encontrar programas para ajudá-los na compra do imóvel. As exigências da entrada financeira dependem do tipo de empréstimo solicitado. Para empréstimos convencionais, 20% de entrada são normais se quiser não pagar um seguro chamado PMI. Os empréstimos FHA requerem 3.5% de entrada; Fannie Mae and Freddie Mac requer 3% de entrada; e empréstimos de veteranos militares e de agricultura não requerem entrada. Inquilinos interessados em comprar um imóvel devem comparar diferentes tipos de empréstimos e verificar qual é o melhor para eles. Há mais de 2500 programas para ajudar os compradores com a entrada financeira, administrados pelo governo federal, estadual, provincial, agências locais, grupos sem fins lucrativos e empregadores. Importante também se preparar para gastos com a escritura, que varia entre 2 a 7% do preço do imóvel. A boa notícia é que algumas partes da escritura são negociáveis. “Porque os compradores estão colocando muito de entrada, tentamos fazer com que quem está vendendo o imóvel pague parte da escritura, se não for tudo”, diz Golden. Assim se o comprador tiver que pagar um pouquinho a mais pela casa, seu bolso não será muito afetado.

6. Estar preparado para morar em um mesmo local por algum ou muito tempo

Comprar um imóvel envolve gastos iniciais que poderão levar alguns anos para ser recuperados. Portanto, se pensar em mudanças antes dessa recuperação, ser proprietário talvez não seja boa ideia. Ninguém trabalha mais na mesma companhia por dezenas de anos, mas um comprador de imóvel deve ter segurança no trabalho, diz Hamrick. Um trabalho estável significa pagamento estável, reduzindo o risco de não pagamento do valor mensal do empréstimo. Para duas entradas financeiras em uma casa, obviamente o risco e oportunidades dobram, diz Hamrick. Em um mundo perfeito, os compradores adquiririam uma casa com valor muito menor do que eles pudessem pagar para que não tivessem que aplicar grande parte do dinheiro em moradia e em gastos relacionados ao imóvel.

7. Estar atravessando grandes mudanças na vida

Muitos inquilinos decidem comprar um imóvel após uma grande mudança em sua vida, tal como se casar, diz Henry Yoshida (planejador financeiro e CEO de Rocket Dollar, localizado no Texas). Casamento, crescimento familiar, emprego novo, filhos deixando lar são alguns dos motivos para pessoas comprarem um imóvel. As quatro maiores cidades do Texas estão na lista dos dez melhores lugares para ter uma família e se aposentar, então eu olho para isso primeiramente, diz Yoshida. De um lado da minha casa, tenho vizinhos que são aposentados da Califórnia e, do outro, uma família jovem que veio do nordeste dos Estados Unidos devido à relocação de trabalho.

8. Saber o que quer

Antes de começar a procura por um imóvel, é importante ter ideia da área ou vizinhança em que quer viver e o tipo de imóvel que deseja. Casas, casas geminadas, apartamentos, duplex – existem muitas opções e cada um precisa considerar gastos, manutenção e aproveitamento. Se comprar um apartamento por exemplo, não existe manutenção do jardim/quintal, no entanto haverá o condomínio mensal (além do custo do empréstimo mensal). Determine o que precisa e o que é mais importante. Estar perto de escolas boas ou caminhar para o trabalho? Importa-se de subir escadas ou ter vizinhos vivendo em cima do imóvel? Quer ter muitas amenidades? Se mudou para uma cidade nova (ou estado) para um novo emprego, talvez seja boa ideia alugar um imóvel até estar mais familiarizado com a área.

Preparado para deixar o aluguel? Em primeiro lugar, compare alguns bancos e qualifique-se para um empréstimo. Qualificar-se dará a ideia de quanto se pode e quer gastar, que tipo de empréstimo é o melhor para sua situação e que preço focar para não estender demais o valor, diz Ben Creamer Broker de Downtown Apartment Co. em Chicago.

Tenha uma expectativa realista no que se qualifica para a compra e de quanto vai precisar para a escritura, diz Creamer. Essas informações, a princípio, permitem economizar e testar esses gastos com tempo suficiente. Escolha um empréstimo fixo de 15 ou 30 anos se quiser um empréstimo estável, mas não se esqueça de que ser proprietário é muito mais do que um pagamento mensal. IPTU e seguro são gastos adicionais que podem aumentar o pagamento com o passar dos anos, bem como PMI se a entrada for baixa. Não se esqueça de colocar na planilha gastos com consertos, manutenção, água e energia elétrica.

Quando decidir comprar uma casa, certifique-se de que está alcançando o seu objetivo financeiro com seus outros compromissos. O empréstimo da casa não deve eximi-lo de pagar dívidas de estudante, cartões de crédito e economizar para a aposentadoria. Para alcançar o objetivo financeiro, os compradores devem ter poupança para emergências (por causa de gastos inesperados), diz Hamrick.

Fonte: Ellen Chang