Tapa na cara mais inaceitável do cinema coloca Smith na ‘geladeira’ por 10 anos 

Will Smith leva o Oscar para casa mas deixa sua marca de intolerância que o baniu da Academia

Por decisão da “Academia de Artes e Ciências Cinematográficas” o ator Will Smith foi banido por 10 anos de todos os seus eventos, incluindo o Oscar. Decisão não impede nomeação ao prêmio nem tira estatueta que ele ganhou em 2022. Foi o tapa na cara mais caro da história do cinema

Walther Alvarenga 

Quais as consequências de um tapa na cara? O que de fato pode ocorrer quando, por exemplo, o agressor sobe ao palco e tira o brilho de um evento a nível mundial? Obvio que se trata de Will Smith em noite de fúria. O ator extravasou seu ódio momentâneo, socando o bom senso, comprometendo de vez sua carreira, diante de ira sem precedentes – contra o comediante Chris Rock. O Oscar que Smith levou para casa se transformou numa espécie de membro acusador – todas às vezes que olhar para a estatueta irá se lembrar do elemento agressor, ele mesmo.  

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 Com justificável decisão, na sexta-feira o conselho de Diretores da “Academia de Artes e Ciências Cinematográficas” baniu Will Smith de todos os seus eventos, incluindo o Oscar, por 10 anos. Foi o tapa na cara mais caro da história do cinema, pois todos os projetos envolvendo o ator, estão paralisados. Ele agora é persona non grata em Hollywood. 

Compreensível que Smith se ofendeu com piada de mau gosto – inoportuna – de Chris Rock à sua esposa, Jada Pinkete Smith, com doença capilar. Mas à agressão, os palavrões e a intolerância do ator, infelizmente comprometeu a luta árdua dos atores negros nos EUA, em busca do reconhecimento, transpondo a discriminação. E o que se viu em rede mundial foi um negro agredindo outro negro. O reverso de conceitos, o estrago de valores e a evidência do desiquilíbrio. 

Certamente os negros atores consagrados, Morgan Freeman, Viola Davis, Samuel Lee Jackson, Daniel Kaluuya, Denzel Washington, Halle Berry, entre outros, reprovaram a atitude de Smith. Até mesmo o inesquecível Sidney Poitier – com todo respeito –, deve ter se revirado no túmulo com tamanha irrelevância. 

A 94ª edição do Oscar deveria ser uma celebração, mas se transformou em manchetes policiais, com a imagem agressiva de Smith esbofeteando Chris Rock. A cereja do bolo perdeu o sabor – gosto amargo de se provar –, e a beleza da festa ficou de escanteio. O tapa na cara foi a bola da vez – virou comentários nas redes sociais e nas bancadas de telejornais.

Tapa na cara de Smith 

Mas o troco ocorreu quando Will Smith foi apontado como Melhor Ator pelo seu desempenho no filme “King Richard: Criando Campeãs” – ele esperou 20 anos para ter esse reconhecimento. Foi um tapa na cara ao inverso, pois a agressividade contra Chris Rock  o deixou constrangido – diria envergonhado ao voltar ao palco. Chorou lágrimas de crocodilo, mas não convenceu. Foi punido e vai ficar na “geladeira” por 10 anos! 

“Esta ação que estamos tomando hoje em resposta ao comportamento de Will Smith é um passo em direção a um objetivo maior de proteger a segurança de nossos artistas e convidados e restaurar a confiança na Academia. Também esperamos que isso possa iniciar um tempo de cura e restauração para todos os envolvidos e impactados”, pontuou a carta de David Rubin, presidente da “Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.” 

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