A Copa do Mundo de 2026, sediada nos Estados Unidos, Canadá e México, já entrou para a história do futebol pelas polêmicas que acumulou antes mesmo de chegar às semifinais. O episódio mais grave e comentado do torneio envolveu o atacante americano Folarin Balogun, que deveria cumprir suspensão automática após receber cartão vermelho do árbitro brasileiro Raphael Claus no jogo dos Estados Unidos contra a Bósnia, em 1º de julho. O vermelho foi dado por falta grave, quando as chuteiras de Balogun acertaram o tornozelo do zagueiro Tarik Muharemovic.
No entanto, antes do jogo das oitavas de final contra a Bélgica, o presidente Donald Trump confirmou pessoalmente ter telefonado para o presidente da FIFA, Gianni Infantino, pedindo revisão do cartão. “Pedi uma revisão porque não achei que foi falta. Nem sabia o que era um cartão vermelho”, disse Trump a jornalistas. O governo americano foi além: o chefe da força-tarefa da Casa Branca para a Copa, Andrew Giuliani, e o secretário de Comércio, Howard Lutnick, também pressionaram a entidade por trás das câmeras, fornecendo evidências adicionais para o processo de revisão.
A FIFA, invocando o Artigo 27 de seu código disciplinar, que permite suspender a aplicação de uma punição e substituí-la por um período probatório, reverteu a suspensão de Balogun, liberando o jogador para a partida contra os belgas. A decisão foi classificada pela UEFA como “uma linha vermelha cruzada”, “sem precedentes, incompreensível e injustificável”. A Real Federação Belga de Futebol tentou recorrer, mas a FIFA declarou que a entidade não tinha legitimidade para entrar com recurso em um processo iniciado em um jogo que não a envolvia. A reversão da punição foi a primeira desse tipo em uma Copa do Mundo desde 1962.
Balogun jogou, mas não foi suficiente para salvar os Estados Unidos: a Bélgica venceu por 4 a 1 em Seattle, em uma goleada que eliminou os donos da casa do torneio que eles mesmos co-sediam. Os jogadores belgas provocaram no campo após o apito final, e parte das provocações foi direcionada ao presidente americano.
Árbitro vetado e gesto associado à supremacia branca marcaram o início do torneio
As polêmicas começaram antes mesmo da bola rolar. O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, eleito o melhor juiz da África em 2025, foi impedido de participar do Mundial porque as autoridades de imigração dos Estados Unidos negaram o visto ao profissional. Vários países criticaram a omissão da FIFA no episódio, mas Infantino afirmou que a entidade não tem controle sobre as políticas de fronteira dos países anfitriões.
Na sequência, o árbitro australiano do VAR Shaun Evans fez um gesto antes do início da partida entre Alemanha e Curaçao que foi associado por grupos antirracismo a simbologias de supremacia branca. A FIFA investigou o caso, mas se manteve em silêncio sobre as conclusões e não divulgou publicamente qualquer punição ao profissional.
Escala de árbitros argentinos para jogo da França gerou críticas
Outro episódio que levantou sobrancelhas foi a escalação de uma equipe de arbitragem formada inteiramente por argentinos, do juiz principal aos assistentes do VAR, para uma partida das quartas de final envolvendo a França, maior rival da Argentina no futebol mundial atualmente e uma das favoritas ao título. A partida, que aconteceu justamente quando esta matéria estava sendo finalizada, esperava-se que ocorresse sem maiores incidentes, mas a escolha foi amplamente criticada como uma demonstração de falta de sensibilidade da FIFA na gestão dos conflitos de interesse dentro da arbitragem.
Brasileirão retorna após 51 dias de pausa
Enquanto a Copa chega às semifinais, o futebol brasileiro também prepara seu retorno. O Campeonato Brasileiro retoma as atividades na quinta-feira, 16 de julho, com as partidas Botafogo x Santos e Vitória x Vasco abrindo a rodada. O Palmeiras lidera a competição com 41 pontos após a pausa de 51 dias.
O desafio que aguarda os clubes é monumental: equipes que ainda estejam vivas no Brasileirão, na Copa do Brasil e na Copa Libertadores ou Sul-Americana terão que disputar até 35 partidas em 150 dias até o início de dezembro, um ritmo de praticamente um jogo a cada quatro dias. Além do Palmeiras, Fluminense, Cruzeiro, Mirassol, Corinthians, Santos, Vasco e Grêmio estão diante dessa maratona.
CR7 se despede das Copas em lágrimas e mira mil gols na carreira
Cristiano Ronaldo encerrou sua participação na Copa do Mundo de 2026 com Portugal após a eliminação para a Espanha nas oitavas de final. O craque, de 41 anos, não segurou as lágrimas ao fim da partida. “Saio de cabeça erguida”, declarou, confirmando que aquele seria seu último jogo em uma Copa do Mundo.
Apesar do torneio abaixo do esperado, CR7 marcou três gols e estabeleceu um recorde histórico: tornou-se o único jogador a balançar as redes em seis edições diferentes de uma Copa do Mundo. Com 976 gols em partidas oficiais ao longo de sua carreira, o próximo grande objetivo do português é chegar à marca de mil gols com a camisa do Al Nassr, clube saudita pelo qual disputa quatro competições no segundo semestre: o Campeonato Saudita, a Copa do Rei, a Supercopa e a AFC Champions League.







