Senado questiona gastos excessivos de Ron DeSantis com imigração   

   

Segundo análise de registros de gastos estaduais, a administração DeSantis gastou US$ 49 milhões do fundo emergencial com fiscalização da imigração durante o ano fiscal de 2023-2024 – US$ 44 milhões no ano seguinte

O governo DeSantis aumentou drasticamente os gastos para lidar com a emergência imigratória que vinha se agravando há anos, com despesas que variam de voos em jatos particulares e contas de restaurantes a crachás personalizados, segundo um relatório estadual sobre como seu gabinete está utilizando um fundo de emergência que está prestes a expirar.

Os gastos incluíram mais de US$ 166 mil em contas de restaurantes e bufês, US$ 717mil em viagens – incluindo uma conta de US$ 203 mil por um jato particular dois dias antes do Natal. Também inclui nos gastos, US$ 1,7 milhão em advogados externos que defenderam centros de detenção estaduais no tribunal.


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Esses custos representam uma fração das centenas de milhões em despesas, a maior parte das quais foi destinada a empreiteiras privadas e a grandes despesas operacionais relacionadas à ofensiva imigratória da Flórida. Os registros oferecem análises mais detalhadas até o momento sobre como o governador está usando um fundo estadual de emergência, normalmente reservado para furacões e desastres naturais, para financiar a fiscalização da imigração.

Apesar das repetidas garantias do governo DeSantis de que Washington cobrirá os custos, autoridades do governo Trump e documentos judiciais indicam que o reembolso permanece atrasado e incerto. Se esse dinheiro federal não chegar, os contribuintes da Flórida podem acabar pagando a conta da ampla campanha de DeSantis contra a imigração ilegal.

Registros publicados no site de prestação de contas da Flórida e inicialmente divulgados pelo “Florida Phoenix” mostram que os gastos da “Divisão de Gerenciamento de Emergências do Estado” dispararam desde julho, quando o centro de detenção de imigrantes, “Alligator Alcatraz”, foi inaugurado nos “Everglades” da Flórida.

A agência utilizou o fundo para investir US$ 380 milhões em 83 contratos com fornecedores privados. Os maiores contratos incluem US$ 92 milhões para a empresa de banheiros químicos “Doodie Calls”, US$ 61 milhões para a “IRG Global Emergency Management” e US$ 52 milhões para a “Garner Environmental Services”. O dinheiro vem do “Fundo de Preparação e Resposta a Emergências da Flórida”, controlado pelo governador.

Ele foi criado pela “Assembleia Legislativa”, de maioria republicana, em 2022, para dar ao gabinete de DeSantis acesso mais rápido a recursos durante crises. Os democratas o ridicularizam há tempos, chamando-o de “fundo secreto” que o governador pode usar à vontade, com pouca supervisão.

O governador, no entanto, declarou estado de emergência imigratória pela primeira vez em 2023, durante o governo Biden, o que lhe garantiu acesso ao fundo estadual de fiscalização da imigração. Desde então, prorrogou o estado de emergência de 60 dias 20 vezes e o utilizou para justificar a suspensão de mais de duas dezenas de leis e regulamentos estaduais.

Segundo uma análise dos registros de gastos estaduais, a administração DeSantis gastou US$ 49 milhões do fundo emergencial com fiscalização da imigração durante o ano fiscal de 2023-2024 e US$ 44 milhões no ano seguinte.

Esse valor disparou para US$ 405 milhões neste ano fiscal, após DeSantis implementar agressivamente a agenda de deportação em massa do presidente Trump, abrindo centros de detenção temporários – os primeiros desse tipo –, administrados pela “Departamento Estadual de Emergência”, em vez de agências de aplicação da lei. Isso representa mais de 70% dos US$ 573 milhões que o estado declarou ter gasto do fundo emergencial de imigração nos últimos três anos.

A emenda de última hora, apresentada pela líder da minoria no Senado, Lori Berman, democrata de Boca Raton, exige que o dinheiro seja usado apenas para responder a uma “emergência natural” ou para “preparar-se para” ou responder a outro desastre definido. Sua proposta também exigiria a aprovação do “Comitê de Orçamento Legislativo” para qualquer gasto que se estendesse por mais de 60 dias. Uma proposta da Câmara para renovar o fundo de emergência ainda não foi aprovada pelas comissões.

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