O rei Charles III vive uma agenda histórica durante sua visita oficial de quatro dias aos Estados Unidos. No segundo dia da viagem, em 28 de abril de 2026, o monarca britânico se tornou apenas o segundo soberano do Reino Unido a discursar em uma sessão conjunta do Congresso americano, repetindo um feito realizado por sua mãe, a rainha Elizabeth II, em 1991.
Durante o discurso, Charles destacou a relação “insubstituível e inquebrável” entre Reino Unido e Estados Unidos, reforçando a importância da aliança entre os países em um cenário global instável. Ele também defendeu a continuidade do apoio à Ucrânia, o fortalecimento da OTAN e a proteção de valores democráticos compartilhados.
A fala, que durou cerca de 30 minutos, recebeu múltiplas ovações e foi marcada por referências históricas à independência americana, aos laços entre as duas nações e a temas contemporâneos como segurança, estabilidade internacional e mudanças climáticas.
Após o compromisso em Washington, Charles e a rainha Camilla seguiram para Nova York em 29 de abril, onde prestaram homenagem às vítimas dos ataques de 11 de setembro de 2001 no Memorial do World Trade Center, em Lower Manhattan. O casal depositou flores no local e se encontrou com familiares de vítimas e equipes de resgate.
Além do memorial, a agenda em Nova York inclui visitas a projetos comunitários no Harlem, eventos culturais e encontros institucionais, reforçando tanto o lado diplomático quanto social da viagem.
Segurança reforçada após tensão em Washington
A visita ocorre sob forte esquema de segurança, especialmente após o recente ataque durante o jantar da White House Correspondents’ Dinner em Washington dias antes da chegada da realeza. Buckingham Palace confirmou revisão completa dos protocolos, embora a programação tenha sido mantida.
Próximos passos da visita
A viagem segue até 30 de abril, incluindo compromissos finais em Washington e uma passagem pela Virgínia antes do encerramento oficial. Depois disso, Charles ainda deve seguir para Bermuda.
A visita é vista como um importante movimento diplomático para reforçar relações entre Londres e Washington em meio a desafios geopolíticos e debates sobre alianças globais.






