Quase famosos

Edição de janeiro/2019 – p. 36

Quase famosos

Talvez sua próxima visita a uma loja de vinhos irá virar uma espécie de “caça ao tesouro”, pois os vinhos “quase famosos” tendem a não ocupar espaços de destaque nas prateleiras, mas garantimos: eles estão lá. E além de deliciosas opções, eles tendem a ter preços extremamente acessíveis. Por isso, separe uma dessas lindas tardes de fim de inverno e aventure-se com essas raridades.

Champagne? Experimente Franciacorta

Franciacorta é o nome da região (e do vinho) feito ao norte da Itália, das uvas Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Blanc, utilizando-se o método tradicional ou Champenoise. Ou seja: exatamente os mesmíssimos fatores que tornam um Champagne, champagne. A diferença é que champagne só pode vir da região homônima. E por lá, as uvas “sofrem” com a temperatura mais fria, o que traz mais mineralidade à bebida. Franciacorta é mais quente, e por isso as uvas utilizadas são mais maduras, o que torna a bebida menos ácida. Uma deliciosa, e inesperada, alternativa do clássico francês.


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Prosecco? Experimente Sekt

Esse espumante alemão é a opção ideal para… tudo! Com baixo teor alcoólico, e aromas de pera, maçã e flores brancas, Sekts são um coringa para todas as ocasiões. Assim como proseccos, são feitos pelo método Charmat, e normalmente tem custo baixo. Podem ser facilmente utilizados como bases de drinks, como mimosas, e caem super bem com queijos moles, como brie.

Riseling? Experimente Gewurtztraminer

Ok, o nome não é fácil. Por isso, é comumente conhecida apenas como “gewurtz”. Trata-se de uma uva de clima frio, extremamente aromática, com perfis de sabor de lichia e maracujá. E o mais importante para quem está se aventurando fora do mundo dos Rieslings: a gewurtz é naturalmente doce. Por isso, combina muito bem com comidas picantes e temperos asiáticos – o vinho perfeito para uma noite de Pad Thai.

Sauvignon Blanc? Experimente Muscadet

Vamos começar entendendo que Sauvignon Blanc não é uma uva linear – ela se manifesta das mais diferentes formas, dependendo do seu terroir. Com isso em vista, pense num refrescante exemplar neozelandês, cheio de notas cítricas e “verdes”. O Muscadet se assemelha bastante a essa versão de Sauvignon Blanc, com fortes caraterísticas de limão e traços de salinidade – o ideal vinho beira-mar (ou beira de piscina), que harmoniza perfeitamente com ostras e todos os frutos do mar servidos crus ou resfriados, como coquetel de camarão.

Pinot Noir? Experimente Corvina

Todos os tons de cereja junto com a leveza normalmente encontradas no Pinot Noir são imediatamente identificadas nos vinhos feitos de Corvina. Esta uva nativa no nordeste italiano é uma estrela de brilho próprio e merece um upgrade na fama. Dada sua alta acidez, trata-se da uva perfeita para servir com charcuterie, não só com cortes italianos como salame, sopressata, capicola, mas também com um delicioso foie gras.

Malbec? Experimente Bobal

Nós, brasileiros, tendemos a conhecer bem vinhos Malbec. Curiosamente, se esta fosse uma lista para americanos, colocaríamos o Malbec argentino como vinho “quase famoso”, pois infelizmente não é um corte com muita variedade aqui nos Estados Unidos. Mas conhecemos bem o vinho dos nossos hermanos, e por isso, recomendamos o Bobal espanhol como alternativa. Notas de figo, mirtilo, amora, ameixas e ameixas secas tornam o Bobal um vinho robusto com um perfume inigualável. Se servido com uma paella então…

Shiraz ou Zinfandel? Experimente Pinotage

Para os bebedores de vinho sul-africano, Pinotage não será novidade. Mas não são muitas as pessoas que se aventuram nos ricos e deliciosos vinhos daquele país, por isso vale a referência e/ou recordação que a África do Sul arrasa com sua produção viticultora, cheia de personalidade e com características inconfundíveis. Por isso não é que o Pinotage substitui um Zinfandel perfeitamente (na nossa opinião, NADA substitui um belo Zin), tendo mais em comum com um Shiraz. Porém, assim como esses dois cortes, Pinotage é o vinho ideal para churrascos, já que possui notas de fumaça, tabaco, bacon… E ao mesmo tempo também apresenta características extremamente similares ao Zinfandel como pimentão, amora e framboesa, harmonizando muito bem com chocolates amargos e “temperados” (como chocolate com pimenta). Curiosamente, pinotage é uma uva volátil, e infelizmente é fácil se deparar com uma garrafa “passada”. Se sentir cheiro de acetona ou algum outro aroma pungente, não beba.

Cabernet Sauvignon? Experimente Mourvèdre (Monastrell)

Essa variedade é encontrada no sul da França e no centro da Espanha. Com taninos fortes, aromas e sabores de cacau, tabaco, e pimenta do reino, Mourvèdre é a alma gêmea do Cabernet Sauvignon, com um precinho muito mais camarada – em média, uma garrafa de Mourvèdre de excelente qualidade custa $22USD. Assim como Cabernet Sauvignon, é um vinho de guarda, e pode (e deve!) ser decantado por aproximadamente uma hora antes do serviço. Combina com alimentos ricos em umami e carnes de caça, mas também fica uma delícia com linguicinhas de porco defumadas.

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