Quarentena de 5 dias para os não vacinados que desembarcarem no Brasil

A partir do dia 11, sábado, viajantes não vacinados que chegarem ao Brasil terão que fazer quarentena

A partir de sábado, 11, os viajantes não vacinados que chegarem ao Brasil terão que fazer quarentena de cinco dias na cidade de destino. A medida vale para brasileiros e estrangeiros

Da Redação

O Brasil endurece as regras para passageiros não vacinados que desembarcarem nos aeroportos do país. E a partir deste sábado (11), os viajantes que entrarem no Brasil por via aérea precisarão apresentar teste negativo para a Covid-19 e comprovante de vacinação. Quem não estiver imunizado precisará fazer quarentena de 5 dias na cidade de destino. A medida do governo federal foi publicada no “Diário Oficial da União (DOU)” e valem para brasileiros e estrangeiros.

Até então, antes da medida ser adotada, para entrar no Brasil, todos os viajantes – brasileiros ou estrangeiros –, precisavam apresentar apenas a “Declaração de Saúde do Viajante (DSV)”, que pode ser preenchida no site da Anvisa, e um exame RT-PCR negativo realizado até 72 horas antes do embarque.

Para quem entra no Brasil por terra – que estava proibida, com algumas exceções –, comprovante de vacinação só é exigido para quem não apresentar o teste negativo de Covid.

Essa exigência não vale para moradores de cidades-gêmeas (aquelas divididas por fronteiras, como Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, e Pedro Juan Caballero, no Paraguai), transportadores de carga, viajantes que vêm do Paraguai e pessoas em situação de vulnerabilidade ou afetadas por crises humanitárias.

A “Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)” vinha defendendo que o governo adotasse um passaporte de vacina. Na terça-feira (7), ao anunciar a exigência de quarentena para não vacinados, os pronunciamentos dos ministros Ciro Nogueira (Casa Civil) e Marcelo Queiroga (Saúde) foram marcados por fortes críticas às recomendações de um “passaporte da vacina” e de maior rigidez na exigência da vacinação.

Mas, na prática, segundo técnicos da Anvisa, o novo protocolo anunciado pelo governo parece atender às recomendações que vêm sendo feitas, há mais de um mês, pela agência reguladora e por especialistas. Nos pronunciamentos, Queiroga e Nogueira não fizeram qualquer menção à exigência de um “passaporte da vacina”.