Juiz suspende temporada ampliada de pesca na Flórida às vésperas do Memorial Day

Decisão federal bloqueou autorização especial horas antes da abertura da temporada e impactou pescadores e setores ligados ao turismo costeiro. Proposta previa 39 dias de pesca

Uma decisão judicial de última hora suspendeu a aguardada ampliação da temporada de pesca recreativa do pargo-vermelho (Atlantic red snapper) na costa atlântica da Flórida, poucas horas antes do início previsto para o fim de semana do Memorial Day, nos EUA. A medida surpreendeu pescadores, autoridades e empresários do setor, interrompendo uma expansão considerada histórica.

A decisão foi emitida pelo Tribunal Distrital dos EUA, em Washington, que concedeu uma liminar suspendendo os chamados Exempted Fishing Permits (EFPs), permissões especiais que autorizavam temporadas recreativas ampliadas em estados do Atlântico Sul, incluindo Flórida, Geórgia, Carolina do Sul e Carolina do Norte.


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A temporada havia sido anunciada pelo governo estadual e teria início durante o feriado do Memorial Day, com programação até junho e novas aberturas previstas para alguns fins de semana de outubro. A proposta previa 39 dias de pesca — um aumento expressivo em relação aos anos anteriores, quando a atividade costumava ser liberada por períodos muito mais curtos.

A ação judicial foi apresentada por grupos ligados ao setor pesqueiro e entidades ambientais que contestaram a expansão da temporada. Os críticos alegam que a ampliação poderia comprometer a recuperação dos estoques de pargo-vermelho no Atlântico Sul, espécie que ainda passa por um processo de reconstrução após anos de sobrepesca.

Após a decisão, a agência federal NOAA informou que toda a pesca recreativa autorizada pelos EFPs foi suspensa imediatamente. Segundo o órgão, a atividade permanecerá proibida até nova determinação judicial.

Apesar do bloqueio nas águas federais, autoridades estaduais afirmaram que os pescadores ainda poderão capturar a espécie em águas sob jurisdição da Flórida, desde que respeitem as regras e limites estabelecidos pelo estado. O governo também sinalizou que pretende recorrer da decisão.

A suspensão gerou preocupação entre operadores turísticos, guias de pesca, comerciantes especializados e comunidades costeiras, que esperavam aumento no movimento econômico durante o feriado prolongado.

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