Mesmo com os cortes de carne bovina alcançando valores recordes nos supermercados americanos, os consumidores simplesmente não estão desistindo do bife. De março a agosto de 2025 o preço da carne bovina subiu cerca de 9 % e alcançou cerca de USD $ 9,18 por libra — ainda assim, as vendas não deram sinal de arrefecer.
O que explica esse fenômeno? A resposta está em dois vetores simultâneos: em primeiro lugar, a tradicional preferência pelo consumo de carne bovina nos EUA permanece firme, o que faz com que o apetite pelo produto sustente sua demanda em níveis altos. Em segundo, a oferta está seriamente comprimida: as secas, o custo elevado de alimentação dos animais e a dificuldade em repor rebanhos deixaram o mercado em um cenário vulnerável.
A combinação faz com que os preços subam, mesmo que parte dos consumidores sinta o peso no bolso. Ainda assim, em 2024 foram gastos mais de USD $ 40 bilhões em carne bovina fresca — demonstrando que, por ora, o hábito se mantém. Especialistas advertem, porém, que essa rigidez pode não durar indefinidamente: se os custos continuarem altos ou a renda dos consumidores for afetada, algum recuo na demanda pode ocorrer.
Para os produtores, recuperar o fôlego não é simples. A produção de carne bovina exige tempo — particulamente para que os animais cresçam e para que os agricultores expandam seus rebanhos — e o cenário atual de custos elevados não facilita. Assim, os preços ficam “travados” em níveis altos ao menos até que a oferta possa responder.
Se você consome carne bovina com frequência ou vai preparar refeições para eventos (como feriados e churrascos), esteja preparado para pagar mais. E também para observar os próximos passos do mercado, porque o fator “demanda inabalável” hoje pode não se sustentar se outras variáveis mudarem.








