O preço da carne nos Estados Unidos continua em forte alta e já começa a impactar diretamente o bolso das famílias. Dados recentes mostram que produtos básicos como carne moída e cortes bovinos registraram aumentos expressivos ao longo de 2025 e seguem pressionados em 2026.
De acordo com levantamentos, a carne moída chegou a cerca de US$ 6,70 por libra (aprox. 450g) em março de 2026, representando uma alta de quase 16% em relação ao ano anterior. Já cortes mais nobres, como bifes, atingiram cerca de US$ 12,73 por libra, também com aumento significativo.
O crescimento não é recente. Nos últimos 10 anos, o preço da carne bovina acumulou uma alta próxima de 70%, mostrando que se trata de uma tendência estrutural e não apenas de um pico momentâneo.
Especialistas apontam que o cenário deve continuar pressionado. Projeções do Departamento de Agricultura dos EUA indicam que os preços podem subir ainda mais em 2026, com aumentos estimados entre 10% e 18% ao longo do ano.
Os principais fatores por trás dessa alta são:
- Redução do rebanho bovino, que atingiu o menor nível desde a década de 1960
- Secas prolongadas, que impactaram a produção
- Aumento dos custos de produção, como alimentação e energia
- Custos logísticos mais altos, incluindo transporte
Com menos oferta e demanda ainda forte, os preços acabam naturalmente pressionados para cima.
Além disso, o cenário econômico também contribui. A inflação geral nos EUA voltou a subir, chegando a cerca de 3,3% ao ano, o que afeta toda a cadeia de alimentos.
Mesmo com os preços elevados, o consumo não caiu de forma significativa. As famílias continuam comprando carne, mas gastando mais, o que evidencia o impacto direto no custo de vida.
A expectativa dos analistas é que esse cenário só comece a melhorar nos próximos anos, quando houver recomposição do rebanho e aumento da oferta. Até lá, a carne deve continuar sendo um dos itens que mais pesam no orçamento das famílias nos Estados Unidos.






