Por que a inovação é tão importante para uma empresa?

Por que a inovação é tão importante para uma empresa?

Existe um dito popular que diz: “a necessidade é a mãe da invenção…”; pergunte para qualquer CEO ou “Head” de uma área de negócios se eles concordam com esta afirmação e você terá uma resposta afirmativa na maioria dos casos. Atualmente encontramos evidências concretas que mostram como um problema pode ser um grande catalisador para novas soluções e produtos, e que muitas inovações, tecnologias e modelos de negócio, nascem de desafios encontrados no nosso dia a dia, sejam nas empresas ou mercados

Edição de novembro/2019 – p. 20

Por que a inovação é tão importante para uma empresa?

Antes de falarmos sobre inovação, precisamos entender primeiro o que isto significa, visto os diferentes pontos de vista encontrados hoje nas empresas. Para muito profissionais de mercado, o entendimento comum é que inovação significa um processo de geração de novas ideias e conceitos, sejam estes na forma de novos produtos, serviços, experiências ou processos, e que são vistos e entendidos como solução ou facilitadores, gerando alto valor para clientes e usuários.

A velocidade das mudanças de mercado em geral é impulsionada hoje pelas novas tecnologias, bem como, pelas mudanças de comportamento e hábitos dos clientes e usuários. Cada vez mais as empresas estão usando a tecnologia como grande impulsionador – não apenas como facilitador – da mudança de hábitos de consumo, impactando diretamente no desenvolvimento da inovação.

As empresas que estão obtendo melhores resultados de venda e fortalecimento da marca, são aquelas que estão facilitando o processo de inovação e desenvolvimento, chamando clientes e usuários para a fase de idealização e criação de novos produtos e serviços. São inegáveis os resultados alcançados quando se traz o cliente para o processo de criação e desenvolvimento de novos produtos e serviços em uma empresa, pois além de melhorar o alinhamento estratégico da empresa (e da marca) com o que o mercado realmente deseja, ajuda a criar engajamento e lealdade dos clientes, bem como, descobrir novos caminhos para a criação de necessidades em mercados ainda desconhecidos.

Vale ressaltar que a inovação raramente é um processo tranquilo ou fácil, e se (este processo) não for bem entendido, alinhado, conduzido e feito pela empresa, este pode mais atrapalhar o seu desenvolvimento do que ajudar, colocando assim em risco, o futuro da companhia.

Mas por que então muitas empresas insistem em “falhar” quando o assunto é inovação e desenvolvimento de novos produtos e serviços, ainda mais com tantas ferramentas e metodologias disponíveis no mercado para ajudar?

Embora vale observar que onde antes o comportamento e hábitos de consumo das pessoas eram a única força motriz das novas tecnologias, agora estamos testemunhando uma revolução, com a própria tecnologia criando necessidades e gerando mudanças de comportamento e hábito na sociedade. O melhor exemplo disto, foi o lançamento do iPhone pela Apple. Simplesmente mudou o mundo como conhecíamos até então, transformando a sociedade e seus hábitos como um todo, até os dias atuais. Quem hoje vive sem um smartphone?

Quando novos (e antigos) clientes transformam mercados inteiros a uma velocidade alucinante com novas necessidades, regras e conceitos, ainda existem muitas empresas que acreditam que são elas (as empresas) quem deveriam indicar para onde o mercado deve olhar e seguir. Quando isto acontece, com algumas exceções, quase sempre um novo produto ou serviço acaba falhando com vendas medíocres no mercado, porque não criam valor real e, portanto, não conseguem encontrar clientes interessados, mostrando assim, completa falta de sintonia entre necessidade e invenção.

É impressionante que muitas empresas ficam ainda sem entender os reais motivos para o fracasso de vendas de um produto ou serviço, esquecendo que uma das razões para tal (senão a principal), foi o erro de entendimento do que o cliente realmente necessita e procura. Infelizmente ainda nos dias de hoje, muitos produtos são lançados na base das próprias crenças que dominam muitos profissionais e(ou) donos de empresas com poder de decisão, ou seja, em vez de entender o que o cliente quer com fatos e informações reais, fazem jus a lei do “eu acho que o cliente quer…”.

Uma ideia pode fazer todo sentido e parecer ser “perfeita” para aquele mercado, mas se o processo de entendimento do mercado e inovação não funcionar em sintonia, ela certamente morrerá. Já por outro lado, uma ideia pode ser até “medíocre”, mas se for desenvolvida e implementada com clareza de propósito para todos os envolvidos, bem como, for comercializada com o máximo empenho e estratégia, poderá se tornar uma grande inovação.

Em meus quase 20 anos como “Venture Builder” e mentor de empresas e startups, sempre que abordo o tema, uma pergunta se destaca sendo quase certa em minhas reuniões e palestras: “é assim tão complicado criar soluções que sejam inovadoras, atendam aos clientes, bem como, aos interesses das empresas por receita e lucratividade?”

Minha resposta… DEPENDE; quando uma empresa não tem cultura empreendedora e de inovação, esta deixa de ser uma facilitadora e passa a ser uma inibidora, causada muitas vezes pela falta de uma estratégia corporativa efetiva de inovação com objetivos claros, falta de recursos e ferramentas apropriadas, ou ainda, pela falta de entendimento sobre o cliente, que sirvam como base para a análise de oportunidades e tomada de decisões.

Inovação depende de várias coisas, destacando-se entre as principais: estratégia, visão de longo prazo, entendimento claro das necessidades dos clientes e do mercado em que atua, mas principalmente, PESSOAS com real capacidade de execução.

Sempre que o processo de inovação for pautado em decisões baseadas tão somente na necessidade imediata da empresa de obter lucratividade, “fazer receita” ou então, responder a concorrência em vez de focar no que realmente é importante, ou seja, o CLIENTE, a empresa que prática este tipo de estratégia quase sempre fica em posição defensiva (REAÇÃO) em vez de uma posição ofensiva (AÇÃO) na busca por resultados, pois perde o foco no cliente e na antecipação das tendências e mudanças da demanda do mercado.

Quando uma empresa tem visão clara e estratégica de onde quer chegar, e todas as pessoas envolvidas estão engajadas no processo de inovação, sejam eles da área de desenvolvimento de novos produtos, marketing, vendas e os clientes, esta empresa terá boas chances de lançar produtos e serviços que realmente façam a diferença frente a concorrência, conquistando novos usuários, tornando leais os clientes já existentes, tornando-se referência para a concorrência em geral, e principalmente, conquistando o mercado como um todo.

Se precisarem de mais informações ou ajuda, contatem o Jornal Nossa Gente por telefone ou e-mail, ou então, mandem um e-mail para mim: livio@gotousa.pro, que ficarei feliz em ajudar. Até a próxima…