Planos alimentares feitos por IA podem prejudicar saúde de adolescentes, diz estudo

Especialistas recomendam cautela no uso dessas tecnologias, sobretudo por adolescentes. A orientação de profissionais qualificados continua sendo essencial para evitar problemas de saúde

O uso crescente de ferramentas de inteligência artificial para orientar dietas entre adolescentes acende um alerta na comunidade científica. Um estudo recente indica que planos alimentares gerados por IA podem oferecer quantidades insuficientes de calorias e nutrientes, colocando em risco o desenvolvimento físico dos jovens.

A pesquisa, publicada na revista “Frontiers in Nutrition”, revelou que dietas elaboradas por sistemas de IA apresentam, em média, cerca de 700 calorias a menos por dia do que o recomendado por nutricionistas.


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Além do déficit calórico, os cardápios analisados mostraram desequilíbrio na distribuição de nutrientes, com excesso de proteínas e gorduras e baixa ingestão de carboidratos.

Os pesquisadores criaram perfis fictícios de adolescentes de 15 anos e solicitaram a diferentes plataformas de IA planos alimentares voltados à perda de peso. Os resultados foram comparados com orientações profissionais e evidenciaram falhas consistentes.

Especialistas alertam que a adolescência é uma fase crítica de crescimento, exigindo alimentação adequada e balanceada. Dietas restritivas podem comprometer o desenvolvimento físico e cognitivo. O problema se agrava diante da popularização dessas ferramentas. Pesquisas indicam que uma parcela significativa dos jovens utiliza chatbots regularmente, inclusive para orientações sobre saúde e alimentação.

Outro ponto de preocupação é o risco de distúrbios alimentares. Planos inadequados podem incentivar práticas perigosas, como jejum prolongado, omissão de refeições ou uso de métodos não saudáveis para emagrecimento.

Médicos relatam que casos extremos de déficit nutricional podem levar até à hospitalização, afetando funções vitais como o cérebro e o coração. Os autores do estudo destacam que sistemas de IA tendem a priorizar respostas plausíveis e populares, mas nem sempre baseadas em diretrizes clínicas específicas para cada faixa etária.

Diante desse cenário, especialistas recomendam cautela no uso dessas tecnologias, sobretudo por adolescentes. A orientação de profissionais qualificados continua sendo essencial. Embora a inteligência artificial possa servir como ferramenta complementar de informação, ela não deve substituir o acompanhamento nutricional individualizado.

A principal recomendação é clara: antes de seguir qualquer dieta sugerida por IA, é fundamental validar as informações com fontes confiáveis ou um nutricionista. O avanço tecnológico amplia o acesso à informação, mas também exige senso crítico — especialmente quando o assunto é saúde de jovens em fase de crescimento.

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