Novo código de vestimenta do ‘Starbucks’ leva a greve mais de mil baristas

Os trabalhadores do “Starbucks” acreditam que a decisão da empresa deveria ter sido resultado de uma ação coletiva. Até a publicação desta matéria, a empresa e o sindicato não tinham chegado a um acordo, alimentando a greve

Da Redação – Insatisfeitos, mais de mil baristas de 75 cafeterias “Starbucks” nos EUA começaram uma greve para protestar contra o novo código de vestimenta da empresa, informou o Sindicato “Starbucks Workers United”, que representa os funcionários da rede, na quarta-feira (14). No código de vestimenta anterior, os trabalhadores podiam usar uma gama maior de cores escuras e camisas estampadas, entretanto, a diretoria impôs novos limites a partir da segunda-feira (12).

O código de vestimenta exige que os funcionários de lojas operadas pela empresa e franqueadas nos EUA usem uma camiseta preta lisa e calças jeans cáqui, pretas ou azuis. A “Starbucks” informa que as novas regras farão com que seus aventais verdes se destaquem e criem uma sensação de familiaridade para os clientes, ao mesmo tempo, em que tentam estabelecer uma atmosfera mais calorosa e acolhedora em seus cafés.


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Mas o Sindicado que representa trabalhadores em 570 das 10 mil unidades da “Starbucks” nos EUA, disse que o código de vestimenta deveria ser objeto de negociação coletiva, e não uma imposição aos funcionários.

“A Starbucks perdeu o rumo. Em vez de ouvir os baristas que fazem a experiência ‘Starbucks’ ser o que ela é, eles estão se concentrando em todas as coisas erradas, como implementar um novo código de vestimenta restritivo”, disse Paige Summers, supervisora ​​de turno em uma cafeteria “Starbucks” em Hanover, Maryland. “Os clientes não se importam com a cor das nossas roupas se tiverem que esperar 30 minutos por um café com leite.”

A direção da empresa relata que a greve teve um impacto limitado em suas 10 mil lojas operadas pela empresa no país. Segundo a contagem do próprio sindicato, menos de 1% dos funcionários da “Starbucks” estão participando das greves e, em alguns casos, as agências fecharam por menos de uma hora, disse a empresa.

“Seria mais produtivo para o sindicato fazer o mesmo esforço que está fazendo para protestar contra o uso de camisas pretas e voltar à mesa de negociações”, enfatizou a “Starbucks” em um comunicado. “Mais de 99% das nossas lojas estão abertas hoje atendendo clientes, e assim temos feito durante toda a semana.”

Até a publicação desta matéria, a empresa e o sindicato ainda não tinham chegado a um acordo contratual, apesar de concordarem em retornar à mesa de negociações. O sindicato, no entanto, informou esta semana que apresentou uma queixa ao “Conselho Nacional de Relações Trabalhistas”, alegando que a “Starbucks” não se envolveu em negociações sobre o novo código de vestimenta.

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