Com quase todo o estado da Flórida sob alerta de calor nesta semana e as temperaturas passando dos 90°F (32°C) em diversas regiões, muitos moradores estão sentindo o verão pesar também no bolso. O uso intenso do ar-condicionado para enfrentar o calor costuma ser o principal responsável pelo aumento na conta de energia, e a Florida Power & Light (FPL) divulgou uma série de recomendações para ajudar os clientes a manter os custos sob controle.
O ajuste no termostato que faz mais diferença
Segundo a FPL, o resfriamento do ambiente pode representar até 60% de toda a conta de energia de uma residência durante o verão. A recomendação da empresa é manter o termostato entre 75°F e 78°F (cerca de 24°C a 25,5°C) quando a casa estiver ocupada, e aumentar para 82°F (28°C) quando não houver ninguém em casa.
De acordo com a companhia, cada grau a mais ajustado no termostato dentro dessa faixa pode representar uma economia de 3% a 5% nos custos mensais de refrigeração. Vale destacar que a recomendação dos 78°F não é uma norma técnica fixa, mas uma orientação prática de conforto: o mais importante é manter a temperatura interna o mais próxima possível da externa, já que, quanto menor a diferença, menos o aparelho de ar-condicionado precisa trabalhar.
Outras dicas para reduzir a conta
Além do ajuste no termostato, a FPL recomenda uma série de hábitos simples que ajudam a reduzir o consumo de energia durante os meses mais quentes do ano:
- Usar ventiladores de teto, que podem fazer o ambiente parecer de 3°F a 4°F mais fresco, consumindo bem menos energia do que o ar-condicionado, e devem ser desligados em cômodos vazios
- Fechar cortinas e persianas durante o dia para bloquear o calor e reduzir o ganho térmico dentro de casa
- Trocar regularmente os filtros do ar-condicionado e vedar portas e janelas para evitar a perda de ar frio
- Reduzir a temperatura do aquecedor de água para 120°F (cerca de 49°C), já que a maioria dos aparelhos vem configurada para 140°F (60°C), mas 115°F a 120°F já garantem água quente suficiente com economia de 3% a 5% nos custos de aquecimento
- Lavar roupas com água fria e manter a parte de trás da geladeira limpa e sem poeira
- Evitar deixar eletrônicos em modo de espera e substituir lâmpadas incandescentes por modelos LED, que geram menos calor e consomem menos energia
- Ajustar o tempo de funcionamento da bomba da piscina para cerca de seis horas diárias durante o verão
- Priorizar o uso de aparelhos com o selo Energy Star, que costumam consumir menos energia
Um verão de recordes de temperatura
O alerta da FPL chega em meio a um verão de temperaturas recordes na Flórida, com boa parte do estado enfrentando calor extremo nas últimas semanas. Segundo a empresa, a intenção é ajudar as famílias a equilibrar conforto e economia, evitando que o calor pese ainda mais no orçamento doméstico durante os meses de pico de consumo.







