Mais de 16 mil pacientes com HIV na Flórida podem ficar sem tratamento

A medida coloca em risco vidas, informou o “Programa de Assistência Farmacêutica para AIDS”, que apoia cerca de 30.000 pessoas, quase um quarto dos 130.000 no estado. Ron DeSantis autoriza cortes

Ativistas protestaram em Tallahassee, capital da Flórida, contra o corte de US$ 120 milhões que entraria em vigor em 1º de março, deixando mais de  16 mil pacientes com HIV, em sua maioria afro-americanos e latinos, sem o tratamento. Com um número expressivo de infectados em todo estado, autoridades de saúde alegam que se trata de uma decisão do governador Ron DeSantis, provocando protestos de organizações civis na quarta-feira (21), contra o que consideram medidas “arbitrárias”.

A nova medida coloca em risco vidas, informou o “Programa de Assistência Farmacêutica para AIDS”, que apoia cerca de 30.000 pessoas, quase um quarto das 130.000 pessoas que vivem com HIV no estado.


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“Sabemos que a maioria das pessoas com HIV são afro-americanas e latinas, e que serão significativamente afetadas”, disse Esteban Wood, diretor de” Advocacia, Assuntos Legislativos e Engajamento Comunitário” do escritório sul da “AIDS Healthcare Foundation (AHF). “

O Departamento de Saúde da Flórida afirmou que os cortes se devem a mudanças federais, incluindo o vencimento, em 2025, dos subsídios previstos na “Lei de Acesso à Saúde (Affordable Care Act – ACA)”, conhecida como “Obamacare”.

Consequentemente, estabeleceu-se que, a partir de março, os pacientes devem comprovar renda inferior a 130% da linha de pobreza federal, ou seja, menos de US$ 20.345, em comparação com os atuais 400% (cerca de US$ 62.600), e usar medicamentos genéricos em vez de Biktarvy.

Isso levará à interrupção de tratamentos, doenças evitáveis ​​e ao aumento da transmissão do HIV, afirmou Carl Baloney Jr., presidente da “AIDS United”, classificando a medida como “cruel e fiscalmente irresponsável”.

Michael Rajner, ativista da luta contra o HIV e colaborador da “Associação Equality Florida”, disse que as autoridades da Flórida “alegam ter sofrido um corte nos fundos federais, o que não é verdade”. “Estamos exigindo que o Departamento de Saúde da Flórida suspenda e reverta imediatamente esses cortes que estão sendo feitos. Consideramos que são arbitrários”, disse ele em entrevista.

Os cortes ocorrem em um contexto em que a Flórida ocupa o terceiro lugar em novas infecções por HIV nos EUA, com 16,7 diagnósticos por 100.000 habitantes, um número que sobe para 33,3 no condado de Miami-Dade, de acordo com a “AIDS United.”

Além disso, o fim dos subsídios da “Lei de Acesso à Saúde (ACA)” e os cortes federais em programas como o “Medicaid” podem elevar a proporção de pessoas sem seguro saúde na Flórida para quase 17%, um dos maiores aumentos do país, de acordo com o “Florida Policy Institute.”

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