
George Pappas, ex-juiz de imigração demitido em julho em Massachusetts, prestou depoimento juramentado revelando práticas alarmantes nos tribunais de Chelmsford. Ele acusa a Justiça de colaborar com o ICE para prender imigrantes, muitos com status legal, ao final das audiências judiciais.
Segundo Pappas, um memorando do Departamento de Justiça, emitido no fim de maio, orientava juízes-assistentes a encerrar processos a pedido dos advogados do DHS. Essa orientação permitiu que agentes federais aguardassem fora das salas de audiência e detivessem pessoas no momento em que saíam — em pleno exercício de seus direitos judiciais.
Para o ex-magistrado, essa interferência afrontou a neutralidade da Justiça e o direito ao devido processo legal, resultando em “cenas caóticas” dentro dos tribunais. A denúncia foi formalizada junto à ACLU como parte de uma ação judicial em defesa de um brasileiro legalmente residente que chegou a ficar detido por um mês antes de ser liberado.
A denúncia foi reforçada por um episódio à parte — quando agentes federais prenderam à força o controlador-geral de Nova York, Brad Lander, que tentava proteger um imigrante da detenção. O caso enfraquece ainda mais a confiança no sistema de justiça como espaço seguro e imparcial.
O depoimento de Pappas levanta dúvidas graves sobre a legitimidade e lisura dos procedimentos judiciais em casos de imigração. Agora, resta aguardar as consequências legais e políticas dessas revelações estremecidas — além dos reflexos para a comunidade imigrante afetada.








