Ação federal aponta violação de direitos de pessoas com deficiência em parques da Flórida. Pede o pagamento de indenizações aos visitantes prejudicados, além de possíveis multas civis
O Departamento de Justiça dos EUA entrou com uma ação civil contra a United Parks & Resorts, controladora dos parques SeaWorld Orlando e Busch Gardens Tampa Bay, acusando a companhia de discriminar pessoas com deficiência ao proibir o uso de andadores com rodas e assento, conhecidos como “rollators”.
A ação foi apresentada pela Divisão de Direitos Civis e pelo gabinete do procurador federal do Distrito Médio da Flórida. Segundo o processo, a política adotada pela empresa viola a Lei dos Americanos com Deficiências, que garante acesso igualitário a espaços públicos, incluindo parques temáticos.
De acordo com o governo, a restrição impediu que visitantes com mobilidade reduzida — incluindo crianças e veteranos — utilizassem equipamentos essenciais para sua locomoção dentro dos parques, afetando diretamente o acesso às atrações.
A medida passou a valer em novembro de 2025 em unidades como o SeaWorld Orlando, o Busch Gardens Tampa Bay e o Aquatica Orlando, após a empresa alegar problemas de segurança e uso inadequado dos dispositivos, que estariam sendo utilizados como cadeiras de rodas.
O Departamento de Justiça também sustenta que a empresa teria imposto custos adicionais indevidos ao exigir que visitantes alugassem alternativas, como cadeiras de rodas ou scooters elétricas, em vez de permitir o uso dos próprios equipamentos.
Na ação, o governo pede que a Justiça determine a suspensão da política, a adequação das práticas da empresa às exigências da ADA, treinamento de funcionários e o pagamento de indenizações aos visitantes prejudicados, além de possíveis multas civis.
Em nota, a United Parks & Resorts contestou as acusações e afirmou que a medida foi adotada para “aumentar a segurança dos visitantes”, após incidentes envolvendo o uso inadequado dos andadores com assento. A empresa também declarou que oferece alternativas de mobilidade sem custo adicional dentro dos parques.
O caso será julgado na Justiça federal em Orlando e reacende o debate sobre acessibilidade e inclusão em grandes complexos de entretenimento nos EUA.








