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O Immigration and Customs Enforcement (ICE) está avançando com planos para incorporar robôs quadrúpedes às suas operações nos Estados Unidos. Segundo aviso de contratação publicado pelo Departamento de Segurança Interna (DHS), a agência pretende investir entre US$ 1 milhão e US$ 2 milhões na compra de unidades do Spot, o conhecido “cão-robô” da Boston Dynamics.
Como o equipamento deve ser usado
Cada unidade do Spot custa a partir de US$ 75 mil, o que significa que o contrato pode colocar dezenas dessas máquinas em operação. O robô é equipado com câmeras de 360 graus e sensores capazes de detectar gases perigosos, além de conseguir subir escadas e se locomover por terrenos irregulares.
Segundo o DHS, a proposta é usar os robôs para inspeção, monitoramento de situações e avaliação de riscos em ambientes que possam representar perigo para os agentes, entrando primeiro em prédios, espaços apertados, estruturas instáveis ou locais onde não se sabe exatamente o que será encontrado. Um funcionário do DHS confirmou à NBC News que os robôs não serão usados para efetuar prisões, e a própria Boston Dynamics mantém uma política que proíbe a transformação de seus equipamentos em armas.
Onde e quando a compra deve acontecer
O local de execução listado no processo de contratação é Fort Benning, na Geórgia, embora isso não signifique que o uso dos robôs ficará restrito a essa região depois de adquiridos. A abertura da licitação está prevista para o início de setembro, com previsão de contrato assinado ainda no quarto trimestre do ano fiscal de 2026 e conclusão prevista para 24 de abril de 2027.
O robô já é usado por outras corporações policiais
O Spot não é uma novidade completa no cenário de segurança pública americana. Em Los Angeles, o robô já participou de operações envolvendo suspeitos armados, checagem de objetos suspeitos e inspeção de cenas de crime em busca de armas e explosivos. O Serviço Secreto dos Estados Unidos também já utiliza o equipamento em suas instalações. Já em Nova York, um programa semelhante chegou a ser testado, mas foi cancelado em 2022 após forte reação da população e preocupações com vigilância e liberdades civis.
Parte de uma expansão maior de equipamentos
A iniciativa do ICE ocorre pouco depois de outro contrato que já havia chamado atenção: até US$ 16,7 milhões destinados à compra de milhares de luvas capazes de aplicar choques elétricos, também voltadas para agentes em operações de imigração. Segundo um porta-voz do DHS, o ICE avalia constantemente as necessidades de seus agentes em campo para garantir ferramentas e equipamentos necessários para prisões e remoções seguras.
O reforço tecnológico acontece em meio a uma expansão mais ampla das operações do ICE, que registrou quase 50 mil detenções em julho, o maior volume mensal do atual governo, junto com o crescimento do quadro de agentes e o fortalecimento da cooperação com autoridades estaduais e locais em todo o país.







