Governo dos EUA cria plano nacional para agilizar buscas por autistas desaparecidos

Governo dos EUA cria plano nacional para agilizar buscas por autistas desaparecidos

FOTO: Divulgação Twitter/X.

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (HHS) anunciou nesta sexta-feira, em Rochester, no Minnesota, o desenvolvimento da primeira iniciativa nacional voltada especificamente para melhorar a resposta a casos de crianças e adultos autistas desaparecidos. O programa busca reduzir o tempo de busca e prevenir mortes ligadas a um comportamento comum entre pessoas no espectro autista, conhecido como fuga ou dispersão.

O que é a nova iniciativa

Batizada de National Autism Missing and Endangered Person Alert Initiative, a iniciativa é desenvolvida em parceria entre o HHS, o Departamento de Justiça (DOJ) e a Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (FEMA). O objetivo é fortalecer a coordenação entre agências de gerenciamento de emergência, forças policiais, socorristas e parceiros comunitários em todo o país, criando um conjunto nacional de boas práticas para lidar com casos de pessoas autistas desaparecidas.


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Segundo o secretário do HHS, Robert F. Kennedy Jr., quando uma criança ou adulto autista desaparece, cada minuto conta, e o objetivo do governo é alertar mais rápido, buscar de forma mais inteligente e salvar vidas.

Por que o problema é tão grave

O comportamento de fuga, também chamado de wandering ou elopement, afasta a pessoa de ambientes seguros e afeta cerca de metade das crianças no espectro autista em algum momento da vida, segundo dados do HHS. Segundo a agência, os Estados Unidos perdem em média oito pessoas autistas por mês em todo o país por não conseguirem localizá-las a tempo.

Dados do Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas mostram que, somente em 2025, ao menos 98 crianças e jovens autistas foram encontrados sem vida depois de episódios de fuga, e 88% dessas mortes foram causadas por afogamento acidental, um dos principais riscos associados a esse tipo de comportamento.

Um problema que muitas comunidades ainda não sabem enfrentar

Segundo Diana Diaz-Harrison, coordenadora nacional de autismo do HHS, a maioria das comunidades já possui protocolos formais para casos de pessoas desaparecidas ou em situação de risco, mas esses protocolos raramente são aplicados especificamente a crianças ou adultos autistas que desaparecem. Segundo ela, o HHS vai compartilhar protocolos e boas práticas com estados e municípios, embora a adoção dessas medidas dependa da vontade de cada localidade.

O que fazer em caso de desaparecimento

De acordo com o material oficial divulgado pelo HHS, a orientação para familiares é ligar imediatamente para o 911 assim que perceberem o desaparecimento de uma pessoa autista, estando prontos para fornecer informações essenciais sobre a forma de comunicação da pessoa, seu comportamento típico e sua eventual atração por áreas com água, um dos fatores de maior risco associados a esses casos.

Um problema que afeta uma parcela expressiva das crianças americanas

Segundo estimativas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) citadas pelo próprio HHS, aproximadamente 1 em cada 31 crianças nos Estados Unidos tem autismo atualmente. Vale destacar que, segundo o próprio Kennedy, a estrutura de alerta em si ainda está em fase de desenvolvimento e não está totalmente operacional, mas o objetivo do governo é justamente construir esse sistema em parceria com as autoridades locais nos próximos meses.

Autor

  • Thiago Acquaviva

    Profissional com 15 anos de experiência em web design, design digital, gráfico, social media e marketing. Formado em Sistemas de Informação e pós graduado em Comunicação e Mídias Digitais.

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