Gasolina atinge preço recorde nos EUA no feriado do Dia do Trabalho

Motoristas enfrentam combustível quase US$ 1 mais caro que há um ano; guerra entre EUA e Irã e redução do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz pressionam os preços

Os motoristas americanos enfrentaram um dos feriados do Dia do Trabalho mais caros dos últimos anos. O preço médio da gasolina regular nos Estados Unidos chegou a US$ 4,14 por galão às vésperas do feriado, quase US$ 1 acima do registrado no mesmo período de 2025 e bem superior ao recorde anterior para o feriado, de US$ 3,82, registrado em 2012, segundo a AAA.

A alta pesa especialmente sobre as famílias que tradicionalmente aproveitam o feriado prolongado para viajar de carro. Para muitos americanos, o aumento do combustível significou reduzir ou até cancelar viagens planejadas durante o verão.


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A principal pressão sobre os preços está relacionada à guerra entre Estados Unidos e Irã, iniciada após os ataques de fevereiro. Desde então, o fluxo de petróleo pelo estratégico Estreito de Ormuz despencou, enquanto o Irã se recusa a reabrir a importante rota marítima para o transporte de petróleo.

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, reconheceu que a gasolina está mais cara do que no Dia do Trabalho de 2025, mas afirmou que o governo trabalha para reduzir os preços. Segundo ele, os contratos futuros indicam uma possível queda significativa nos próximos meses.

Se a gasolina já pesa no bolso dos consumidores, a situação do diesel é ainda mais preocupante. O combustível alcançou US$ 5,85 por galão, estabelecendo um novo recorde nacional.

O aumento do diesel também pode provocar efeitos indiretos no orçamento das famílias. Caminhões e sistemas de transporte de mercadorias dependem do combustível, e o custo maior do frete tende a ser repassado aos consumidores nos supermercados e nos serviços de entrega.

Normalmente, os preços da gasolina começam a cair após o fim da temporada de viagens de verão, quando as refinarias passam a produzir uma mistura de combustível de inverno, geralmente mais barata.

Neste ano, porém, o cenário permanece imprevisível. As refinarias americanas operam em níveis próximos da capacidade máxima, enquanto o calor intenso no Texas e a possibilidade de furacões podem afetar a produção e dificultar uma queda mais rápida dos preços.

Além da guerra no Oriente Médio, ataques de drones contra refinarias russas e a redução da produção das refinarias chinesas também contribuem para apertar a oferta mundial de combustíveis.

Como economizar

Especialistas recomendam que os motoristas pesquisem os preços antes de abastecer. Aplicativos de comparação podem ajudar a encontrar postos mais baratos.

A diferença pode ser significativa: em algumas regiões, postos localizados próximos às rodovias interestaduais chegam a cobrar 10 a 15 centavos de dólar a mais por galão do que estabelecimentos situados a poucos minutos de distância.

Para milhões de americanos, o aumento da gasolina transformou o tradicional passeio de fim de verão em uma conta mais pesada — e colocou novamente o preço dos combustíveis no centro das preocupações econômicas do país.

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