Agentes relatam dificuldades para pagar contas, falta de combustível e dependência de doações em meio ao impasse no Departamento de Segurança Interna
Funcionários da Administração de Segurança nos Transportes (TSA, na sigla em inglês) enfrentam uma crescente crise financeira nos EUA após ficarem sem receber salários durante a paralisação parcial do governo federal, que afeta o Departamento de Segurança Interna (DHS).
Desde meados de fevereiro, milhares de agentes continuam trabalhando sem remuneração. No último período de pagamento, muitos receberam contracheques zerados — o primeiro impacto direto da crise —, agravando uma situação já considerada crítica.
Relatos de trabalhadores na Flórida, especialmente na região de West Palm Beach, evidenciam a gravidade do cenário. Segundo representantes sindicais, alguns agentes não têm dinheiro sequer para abastecer o carro e ir ao trabalho, enquanto outros acumulam dívidas com aluguel, contas básicas e cartões de crédito.
“É humilhante ter que pedir ajuda enquanto continuamos trabalhando”, afirmou uma representante sindical local. Muitos funcionários ainda não se recuperaram financeiramente de paralisações anteriores e agora enfrentam um novo período sem renda, o que aumenta o endividamento.
Com o aumento do custo de vida — incluindo combustíveis mais caros —, a situação se tornou insustentável para parte dos trabalhadores. Há relatos de agentes que enfrentam dificuldades até para comparecer ao serviço por falta de recursos básicos.
Diante do cenário, sindicatos e organizações locais passaram a organizar campanhas de apoio, como distribuição de alimentos e cartões de combustível, para auxiliar os funcionários e suas famílias.
Apesar da ausência de pagamento, os agentes são considerados trabalhadores essenciais e, por isso, seguem obrigados a atuar nos aeroportos para garantir a segurança do transporte aéreo. A promessa de pagamento retroativo, comum em paralisações anteriores, não cobre juros, multas e outras penalidades acumuladas durante o período sem salário.
A crise ocorre em meio ao impasse político em Washington sobre o financiamento do DHS, que mantém a paralisação sem previsão clara de solução. Enquanto isso, cresce a pressão sobre o governo devido aos impactos diretos na vida dos trabalhadores e no funcionamento dos aeroportos.








