A sexta-feira (28) promete corrida de consumidores em busca de ofertas, após o “Dia de Ação de Graça”. Um forte impulso para compras, mesmo com as tarifas e a incerteza na economia do país
Os consumidores nos EUA têm se mostrado precavidos, mas dispostos a gastar, pelo menos a julgar pelos sólidos relatórios de vendas trimestrais, por exemplo, do “Walmart”, “Best Buy” e de outros grandes varejistas. Após as celebrações do “Dia de Ação de Graça”, a “Black Friday” chega com forte impulso para o consumo.
Não pode não ser aquela gastança nas compras, de antigamente, quando a promessa de descontos imperdíveis fazia as pessoas trocarem suas mesas de jantar no “Dia de Ação de Graças” pelos shoppings. Clientes chegavam a brigar por brinquedos ou televisores.
Mas o evento ainda tem entusiastas suficientes para torná-lo o maior dia de compras nos EUA – gastando com prudência, diga-se de passagem. Por essa razão, a sexta-feira (28), mantém seu status como o início oficial da temporada de compras de fim de ano.
O pontapé inicial deste ano ocorre em um momento em que as empresas precisam lidar com um ambiente econômico incerto e com a volatilidade das amplas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump sobre produtos importados.
Muitas empresas absorveram parte dos custos e reduziram as contratações em vez de aumentar os preços para os clientes. A confiança do consumidor na economia americana caiu neste mês para o nível mais baixo desde abril — quando Trump anunciou suas tarifas — em decorrência da paralisação do governo.
No entanto, muitos executivos do setor varejista também afirmam que os clientes estão focados em ofertas e têm sido seletivos em suas compras. Gastar com exageros, não é mais aconselhável.
Ainda assim, segundo as varejistas, o movimento nos shoppings às vésperas da “Black Friday” superou os números de 2019, antes da pandemia. A “National Retail Federation”, a maior associação comercial de varejo do país, previu um aumento significativo nas vendas de fim de ano.
A associação estimou que os consumidores gastariam coletivamente entre US$ 1,01 trilhão e US$ 1,02 trilhão em novembro e dezembro, ou seja, de 3,7% a 4,2% a mais do que no ano passado.
O grupo afirmou que os varejistas faturaram US$ 976 bilhões em vendas durante as festas de fim de ano do ano passado, um aumento de 4,3% em relação a 2023.
A “Mastercard SpendingPulse”, que monitora os gastos em todos os métodos de pagamento, incluindo dinheiro em espécie, previu um aumento de 3,6% nas vendas de fim de ano entre 1º de novembro e 24 de dezembro. Isso se compara a um aumento de 4,1% no ano passado.




