Foreclosure…

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ABR/14 – pág. 50

sua_casa_foreclosureTenho certeza absoluta que você, mesmo que não faça parte do mercado imobiliário, já ouviu falar de foreclosure inúmeras vezes. Recebo muitos e-mails e telefonemas de clientes em busca da compra da casa própria. Quase 90% dos casos me perguntam se eu trabalho com foreclosures. A resposta é sim, mas sempre seguida de uma explicação.

O que é foreclosure? São imóveis que o banco retomou de proprietários que não estavam cumprindo a sua parte no contrato com o banco. Normalmente, um dos motivos é a falta de pagamento. O processo de foreclosure é caro e demorado para os bancos. Não é a situação ideal para eles, que querem ter dinheiro à disposição (não imóveis).

Como sabemos, o mercado imobiliário sofreu uma grande queda por vários anos. Neste ano, há expectativa de que o valor real seja alcançado. Quanto mais o tempo passa, menos foreclosures nós encontramos. Atualmente, a verdadeira pergunta é: “Ainda vale a pena comprar um foreclosure?” A resposta não é simples, depende de cada caso. A tática usada pelo banco hoje é um pouco diferente de há alguns anos quando o banco queria livrar-se do imóvel a qualquer custo. Havia tantos imóveis disponíveis que os bancos só queriam passá-los adiante. Agora, isso mudou…

Ainda temos foreclosures (REO) no mercado, mas em uma quantia bem menor. Com o passar do tempo e a diferença em quantidade de REO, os bancos perceberam que estavam perdendo grande margem de lucro. Para que isso não acontecesse, bastaria eles darem um incentivo financeiro para a pessoa sair e não destruir o imóvel. Se ele já estivesse destruído, contratavam-se profissionais para dar uma “arrumadinha”: pintura, trocar carpete, arrumar buracos na parede, colocar novos eletrodomésticos (em alguns imóveis). Assim, eles poderiam arrecadar uma quantia muito maior: o preço do mercado atual. Isso é feito atualmente na maior parte dos REO’s (casas do banco). A tática usada é listar essas casas por um preço menor do que o valor no mercado, com a intenção de haver uma guerra de ofertas. Com essa tática, conseguem – na maior parte das vezes – vender por um preço maior do que o pedido inicialmente. No entanto, como já observado no começo deste artigo, cada caso deve ser estudado individualmente, porque, às vezes, comprar um imóvel da maneira tradicional acaba sendo mais valioso.

O short sale ainda é o imóvel que tem o menor preço no mercado. A grande desvantagem é esse preço não ser garantido e você só descobrir o valor real quando o banco aprová-lo (depois de alguns meses). Nesta brincadeira, você perdeu tempo, deixando de comprar outros imóveis que podem custar mais caro agora. No entanto, em alguns casos, o banco aceita o preço e você consegue um imóvel com ótimo valor.

Após essa explicação, acredito que você estará apto a entender qual opção será melhor para sua compra.

Desejo a todos uma Feliz Páscoa e muitas bênçãos!

Vera Mendonça – Realtor
(407)367-8711
vera@nossagente.net