Flórida quer liberar caça ao urso negro e gera revolta entre ambientalistas

A Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida (FWC) deu sinal verde preliminar para o retorno da caça regulada ao urso negro no estado, com início previsto para dezembro de 2025. A proposta marca a primeira temporada desde 2015, quando mais de 300 ursos foram mortos em apenas dois dias, gerando ampla controvérsia.

A nova temporada teria duração de 23 dias e abrangeria quatro regiões: Panhandle Leste, Norte, Centro e Sul da Flórida. Serão sorteadas 187 licenças, limitando a uma por pessoa, e cada caçador poderá abater apenas um urso. Técnicas como arco e uso de iscas serão permitidas, mas a caça de fêmeas com filhotes seguirá proibida. Proprietários de grandes áreas de terra também poderão participar por meio de um programa especial.

Segundo a FWC, o objetivo da medida é controlar a população de cerca de 4.000 ursos e reduzir conflitos com humanos, que têm aumentado em áreas urbanas. Um caso recente envolvendo a morte de um idoso de 89 anos em Collier County por ataque de urso acendeu ainda mais o alerta.


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Apesar da justificativa oficial, a proposta enfrentou forte resistência. Durante uma reunião em Ocala, cerca de 150 pessoas se manifestaram, com 75% das 13 mil contribuições públicas sendo contra a medida. Ambientalistas argumentam que a caça é desnecessária e que métodos não letais, como educação e manejo adequado do lixo, seriam mais eficazes.

A decisão final será tomada em agosto de 2025. Se aprovada, a temporada de caça ao urso negro acontecerá de 6 a 28 de dezembro.

Autor

  • Thiago Acquaviva

    Profissional com 15 anos de experiência em web design, design digital, gráfico, social media e marketing. Formado em Sistemas de Informação e pós graduado em Comunicação e Mídias Digitais.



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