Conselho escolar de Osceola discute novas regras para tecnologia em sala de aula e divide opiniões entre pais. Os alunos do distrito utilizam dispositivos fornecidos pelas escolas, como iPads e computadores
O conselho escolar do School District of Osceola County, na Flórida (EUA), analisa mudanças no Código de Conduta dos Estudantes que podem restringir o uso de inteligência artificial (IA) e de dispositivos eletrônicos nas escolas.
As propostas serão debatidas em um workshop nesta terça-feira (5), antes de uma reunião oficial do conselho. As alterações fazem parte de uma revisão das normas disciplinares e refletem a crescente preocupação com o uso da tecnologia no ambiente escolar.
Atualmente, todos os alunos do distrito utilizam dispositivos fornecidos pelas escolas, como iPads e computadores, que são monitorados pelas instituições de ensino.
Embora o uso de celulares já seja proibido durante o horário escolar por lei estadual, o distrito pretende ampliar essa limitação. A proposta inclui a proibição de qualquer dispositivo de comunicação sem fio, como tablets pessoais, relógios inteligentes, câmeras e óculos inteligentes.
Segundo o conselho, a medida se justifica pelo fato de que os estudantes já dispõem de equipamentos adequados fornecidos pelas escolas, reduzindo a necessidade de aparelhos particulares em sala de aula.
Outro ponto central das mudanças é o uso de inteligência artificial. O novo texto prevê a proibição de ferramentas de IA para gerar respostas em avaliações escolares, incluindo testes distritais, estaduais e nacionais. O objetivo é evitar fraudes e preservar a integridade dos processos avaliativos.
A proposta também expõe divergências entre pais e responsáveis. Parte defende que a IA pode ser uma ferramenta pedagógica útil, desde que utilizada de forma controlada. Outros avaliam que seu uso em avaliações compromete o aprendizado real dos estudantes.
As mudanças ainda estão em fase de discussão e não foram aprovadas. O conselho escolar deve analisar as contribuições antes de decidir sobre a implementação das novas regras no próximo ano letivo.
A iniciativa acompanha um movimento mais amplo nos Estados Unidos, onde escolas buscam equilibrar inovação tecnológica com disciplina e integridade acadêmica.







