Os membros do Conselho Escolar decidirão se prosseguirão com os planos para os possíveis fechamentos de sete escolas. A questão é polêmica, pois envolve pais e alunos, incluindo a questão financeira
A preocupação do Ensino na Flórida Central, com a possibilidade do fechamento de sete escolas públicas, vem mobilizando famílias da região, que colhem assinaturas para um abaixo-assinado, impedindo que estabelecimentos de ensino dos filhos sejam encerrados. Diante da queda nas matrículas e de desafios financeiros, o distrito das Escolas Públicas do Condado de Orange (OCPS) admite fechar escolas para economizar milhões de dólares.
Segundo a superintendente, Dra. Maria Vazquez, o OCPS está tentando economizar US$ 10 milhões por meio da consolidação. A matrícula em todo o distrito caiu mais de 8.300 alunos em três anos, já que, segundo Vazquez, pais de alunos estão optando por escolas particulares ou ensino domiciliar com vouchers financiados pelo Estado.
“Se eu tivesse como garantir que poderíamos sustentar essas escolas financeiramente, não estaríamos nessa situação”, justificou a Dra. Vazquez. “Embora seja verdade que, com menos alunos, os custos possam diminuir, existem certos custos fixos pagos independentemente do número de alunos que frequentam a escola”, acrescentou.
Em contrapartida, algumas famílias iniciaram abaixo-assinados para salvar a escola de seus filhos. “É muito importante para nossa família, é importante para nossa comunidade e também para o nosso filho, porque esta é a única escola que ele conhece”, desabafou a mãe de um aluno, empenhada em colher assinaturas para evitar o fechamento de escolas.
Os líderes do OCPS identificaram a escola Bonneville como possível candidata ao fechamento, pois sua matrícula de 368 alunos está mais de 60% abaixo da capacidade de 938. “Estamos lutando por ela”, disse um ex-aluno. “Todos nós também estudamos aqui.”
Os membros do Conselho Escolar decidirão se prosseguirão com os planos para os possíveis fechamentos de sete escolas. A questão é polêmica, pois envolve pais e alunos, incluindo a questão financeira. “Sabemos que é difícil e queremos ser o mais transparentes possível, então, assim que o Conselho tomar uma decisão, poderemos divulgar os cronogramas”, disse a Dra. Maria Vazquez.








