Os Estados Unidos anunciaram uma expansão significativa das regras de visto que agora exigem que viajantes de sete países adicionais paguem uma caução (visa bond) de até USD 15.000 para solicitar visto de turista ou negócios. A mudança entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026 e faz parte de um programa piloto do Departamento de Estado que visa reduzir o número de pessoas que permanecem no país além do tempo permitido.
As nações incluídas nessa nova lista são Bhutan, Botswana, República Centro-Africana, Guiné, Guiné-Bissau, Namíbia e Turcomenistão, que agora se juntam a outros seis países já cobertos pela exigência do depósito caução para emissão de visto. Com isso, o total chega a 13 países, quase todos localizados no continente africano.
O valor da caução pode variar entre USD 5.000 e USD 15.000, dependendo da análise consular, e deve ser paga antes da emissão do visto. Se o viajante obedecer às regras de permanência — ou se o visto for negado — esse valor é reembolsado posteriormente.
Autoridades americanas afirmam que a medida visa incentivar a saída em dia dos visitantes e reduzir a taxa de “overstay” (quando alguém permanece além do tempo autorizado), mas críticos dizem que isso torna as viagens aos EUA financeiramente inviáveis para muitas pessoas desses países e pode afetar turismo, educação e negócios.
O programa também estabelece que, após pagar a caução, o viajante deve entrar e sair dos Estados Unidos por rotas específicas designadas pelo governo, sob pena de perder o depósito ou enfrentar restrições adicionais.








