Drama de imigrantes em centro de detenção da Flórida: precariedade e longa espera

O governo Trump está oferecendo passagens aéreas e US$ 2.600 para pessoas que deixarem o país voluntariamente. No entanto, a maioria dos presos afirma que não podem deixar a detenção até comparecerem perante um juiz

A situação se complica no centro de detenção da Flórida, com o excesso de pessoas detidas pelo ICE, e a longa espera para a solução de casos envolvendo imigrantes indocumentados. Há reclamações de condições precárias nos atendimentos, segundo relatos dos próprios presos. Em contrapartida, a “Suprema Corte” decidiu em 2001 que o “Serviço de Imigração e Alfândega (ICE)” não pode deter imigrantes indefinidamente, considerando que seis meses era um limite razoável.

O número de presos pelo ICE, ultrapassa 70 mil pessoas sob custódia por pelo menos seis meses em meados de janeiro, incluindo 79 detidas por mais de dois anos, de acordo com dados da agência. Isso representa mais que o dobro das 2.849 pessoas que estavam sob custódia por pelo menos seis meses em dezembro de 2024, o último mês completo da presidência de Joe Biden.


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O governo de Donald Trump está oferecendo passagens aéreas e US$ 2.600 para pessoas que deixarem o país voluntariamente. No entanto, a maioria dos presos afirma que não podem deixar a detenção até comparecerem perante um juiz.

A detenção prolongada tornou-se mais comum no segundo mandato do presidente Donald Trump, pelo menos em parte porque a nova política proíbe os juízes de imigração de libertarem detidos enquanto seus casos de deportação tramitam em tribunais sobrecarregados. Muitos estão preparados para desistir de qualquer tentativa de permanecer nos EUA.

No passado, disse Sarah Houston, advogada-chefe do “Immigrant Defenders Law Center”, os imigrantes eram libertados e podiam obter uma autorização de trabalho. “Hoje, não mais”, ressaltou. “Todos dizem: ‘Não entendo por que estou aqui. Estou pronto para ser deportado’, mas seguem detidos, sofrendo com os maus-tratos.”

O “Departamento de Segurança Interna” não respondeu às perguntas de Sarah Houston, sobre os motivos de pessoas que estão sendo mantidas detidas por mais de seis meses. O tempo de espera pode variar de acordo com o país. Deportações para o México são rotineiras, mas países como Cuba, Nicarágua, Colômbia e Venezuela, por vezes, resistem a aceitar deportados.

Entre os detidos há meses estão pessoas que obtiveram proteção sob a “Convenção das Nações Unidas contra a Tortura”, que não podem ser deportadas para seus países de origem, mas podem ser enviadas para outros lugares.

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