O governador Ron DeSantis publicou em Tallahassee sua proposta final de orçamento estadual para o ano fiscal 2026-2027, batizada de “Floridians First”, totalizando cerca de USD $117,4 bilhões. O plano foi entregue pouco antes do início da sessão legislativa de 2026, marcada para 13 de janeiro, e marca seu último orçamento como governador.
A proposta aumenta investimentos em educação pública, com recorde de aproximadamente USD $30,6 bilhões para o sistema K-12, elevando o gasto por aluno para cerca de USD $9 406, e reserva USD $300 milhões para segurança nas escolas, parte de um fortalecimento em resposta a tiroteios recentes. Também estão no orçamento aumentos salariais para professores, financiamento para universidades estaduais, incentivos para treinamento profissional e reforço de pessoal em forças policiais e prisões.
Uma das partes mais controversas da proposta gira em torno da redução ou eliminação gradual do imposto sobre propriedade (property tax) para residências principais. O orçamento prevê um fundo de USD $300 milhões para compensar possíveis perdas de receita dos condados caso o imposto seja cortado e dá espaço para que legisladores avancem medidas que poderiam incluir reembolsos aos proprietários ou até isenções mais amplas — propostas essas que já avançam em comissões e podem chegar à votação em 2026 ou em referendo popular posteriormente.
Esse esforço para aliviar o imposto predial tem sido um dos temas mais debatidos recentemente no Capitólio da Flórida, com o governador defendendo cortes mais ousados e criticando propostas da Câmara como medidas insuficientes ou “meias soluções”. Especialistas locais alertam que a eliminação do property tax pode prejudicar receitas municipais que financiam serviços essenciais como policiamento, bombeiros e manutenção urbana.
Além de educação e impostos, o orçamento inclui investimentos significativos em infraestrutura, conservação ambiental (como restauração dos Everglades), transporte e força de trabalho — enquanto DeSantis também busca manter o estado em trajetória de crescimento econômico e reduzir gradualmente dívidas.








