O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) elevou neste domingo as chances de dois sistemas tropicais se desenvolverem nos próximos dias, incluindo os restos do que já foi a Tempestade Tropical Dolly, que podem voltar a se organizar justamente ao entrar no Golfo do México, colocando a Flórida em alerta.
O que restou da Tempestade Dolly
Dolly se tornou a quarta tempestade nomeada da temporada de furacões do Atlântico de 2026 na quinta-feira, mas perdeu força rapidamente diante de ventos fortes em altitude. Atualmente, o sistema é apenas uma forte onda tropical, produzindo áreas de chuva e trovoadas que se estendem de Porto Rico até as Ilhas Virgens e o norte das Ilhas Leeward, deslocando-se rapidamente para oeste a cerca de 25 milhas por hora rumo ao nordeste do Caribe.
Segundo o boletim do NHC, não há sinais de uma circulação fechada no sistema, e a reorganização é considerada improvável nos próximos um ou dois dias. Ainda assim, o centro de furacões elevou para 20% a chance de os restos de Dolly se intensificarem novamente durante a metade da semana, à medida que o sistema se desloca em direção ao Golfo do México, tornando essa região o destino mais provável caso o desenvolvimento realmente aconteça.
Um segundo sistema também é monitorado
Paralelamente, uma área de baixa pressão já mais concentrada, localizada a cerca de 125 milhas ao sul da Louisiana, também está sendo observada pelos meteorologistas. O sistema vem se deslocando lentamente para oeste-noroeste, em direção ao Texas, com o NHC atribuindo a esse segundo sistema uma chance de 30% de desenvolvimento nos próximos dois a sete dias.
Nenhuma ameaça imediata, mas atenção redobrada
Segundo os meteorologistas, nenhum dos dois sistemas representa risco imediato para o sul da Flórida no momento. Ainda assim, a proximidade da metade de setembro, período historicamente mais ativo da temporada de furacões, reforça a recomendação para que moradores da Flórida continuem acompanhando de perto as atualizações do NHC ao longo da semana.
Caso os restos de Dolly voltem a se organizar o suficiente para receber um novo nome, o próximo da lista oficial da temporada de 2026 seria Edouard, sucedendo Dolly na sequência que já incluiu as tempestades Arthur, Bertha e Cristobal.
Uma temporada ainda abaixo da média
A temporada de furacões do Atlântico começou em 1º de junho e se estende até 30 de novembro, com o pico de atividade concentrado entre meados de agosto e meados de outubro. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) já havia reduzido sua previsão para este ano, projetando entre 7 e 13 tempestades nomeadas, das quais de 2 a 6 poderiam se tornar furacões, com a possibilidade de nenhum furacão de grande intensidade se formar, ou no máximo dois. Uma temporada média costuma registrar 14 tempestades nomeadas e sete furacões, sendo três deles de categoria 3 ou superior.
Segundo especialistas, o cenário reduzido de atividade em 2026 está diretamente ligado ao atual El Niño, fenômeno climático que aumenta o cisalhamento do vento sobre o Caribe e o Atlântico tropical, dificultando a organização de tempestades na região.







