Fim de programa de saúde mental em Orange County gera críticas de pais, alunos e educadores diante de crise orçamentária. Os serviços de saúde mental nas escolas são considerados essenciais
O sistema público de ensino de Orange County, na Flórida, enfrenta forte reação após anunciar cortes orçamentários que resultarão na eliminação de cargos voltados ao apoio direto a estudantes em situação de vulnerabilidade.
A medida prevê o fim dos chamados “SAFE coordinators”, profissionais responsáveis por auxiliar alunos do ensino fundamental II e médio em questões como saúde mental, abuso de substâncias e prevenção da violência. O programa, que custava cerca de US$ 8,2 milhões, será descontinuado como parte de um pacote mais amplo de contenção de despesas.
Segundo o distrito escolar, a decisão foi motivada pela queda no número de matrículas e pela redução de receitas. No mês anterior, sete escolas já haviam sido fechadas pelo mesmo motivo, evidenciando o impacto financeiro enfrentado pela rede.
Durante reunião do conselho escolar, a superintendência classificou a situação como crítica. “Estamos em uma crise”, afirmou a gestão do distrito ao justificar a necessidade de ajustes orçamentários.
A administração informou que as funções dos coordenadores serão absorvidas por conselheiros escolares e assistentes sociais. De acordo com o distrito, a mudança busca “garantir sustentabilidade a longo prazo” e ampliar o acesso dos estudantes a profissionais certificados.
Apesar disso, a decisão gerou forte oposição. Estudantes e familiares afirmam que o corte pode comprometer o suporte emocional de jovens em momentos críticos. Uma aluna relatou que o atendimento recebido foi essencial em períodos difíceis e questionou a priorização de questões financeiras em detrimento da saúde mental.
Pais e educadores também manifestaram preocupação durante reuniões públicas, alertando que os profissionais já existentes estão sobrecarregados e podem não conseguir suprir a demanda adicional. Para muitos, os serviços de saúde mental nas escolas são considerados essenciais, especialmente diante do aumento de casos de ansiedade, depressão e risco de suicídio entre estudantes.
Mesmo diante das críticas, o distrito mantém a decisão e afirma enfrentar limitações orçamentárias severas. A administração destaca que ainda aguarda a definição final dos repasses estaduais para o próximo ano letivo, o que pode influenciar novos ajustes.
Enquanto isso, a comunidade escolar teme que a reestruturação deixe lacunas no atendimento a alunos que dependem de apoio contínuo dentro das escolas.








