Prefeitura transfere as aves para um santuário enquanto parque passa por revitalização de US$ 60 milhões. Os cisnes fazem parte da história da cidade de Orlando
Os tradicionais cisnes do Lago Eola, um dos maiores símbolos de Orlando, foram retirados do parque, surpreendendo moradores e turistas que visitaram o local neste fim de semana. Pela primeira vez em décadas, o principal cartão-postal do centro da cidade está sem as aves que ajudaram a construir sua identidade.
A Prefeitura de Orlando transferiu os 42 cisnes mantidos em cativeiro para um santuário especializado, onde permanecerão sob cuidados veterinários. A decisão foi motivada pelo surto de gripe aviária, que já provocou a morte de quase 30 aves neste ano, além do início das obras de revitalização do parque, avaliadas em cerca de US$ 60 milhões.
Os cisnes fazem parte da história da cidade e inspiraram até os tradicionais pedalinhos em formato de cisne, uma das atrações mais conhecidas e fotografadas do Lago Eola. Sem eles, muitos visitantes afirmam que o parque perde parte de seu charme e de sua identidade.
A operação de transferência foi conduzida por equipes da Prefeitura, tratadores e especialistas em vida selvagem. Segundo a administração municipal, todas as aves foram removidas de forma segura para reduzir os riscos de contaminação pela gripe aviária e garantir sua proteção durante as obras.
A decisão dividiu opiniões entre os moradores. Enquanto muitos consideram a medida necessária para preservar a saúde dos animais, outros lamentam a ausência de um dos principais símbolos de Orlando e esperam que os cisnes retornem ao lago assim que as condições permitirem.
O projeto de modernização do Lago Eola prevê melhorias no Walt Disney Amphitheater e em diversas áreas do parque. De acordo com a Prefeitura, manter as aves no local durante a execução das obras aumentaria os riscos para os animais e dificultaria o andamento da revitalização.
Por enquanto, visitantes poderão avistar apenas cisnes selvagens que eventualmente apareçam no lago. O programa municipal de criação e manutenção dos cisnes permanece suspenso, e a Prefeitura ainda não definiu quando — ou mesmo se — os animais retornarão ao Lago Eola.







